O presidente Michel Temer parece estar confiante na aprovação e na eficácia da PEC de gastos (emenda que visa limitar os gastos da União) para que o Brasil consiga equilibrar os gastos públicos e diminuir o rombo das contas públicas que chegaram aos incríveis R$ 170 bilhões. E para garantir que a medida seja aprovada, ele até exonerou dois ministros de seus cargos para que eles votem a favor da aprovação da emenda, que ocorrerá nesta segunda-feira (10). Os ministros exonerados são: Bruno Araújo (Cidades) e Fernando Coelho Filho (Minas e Energia). Após a votação, a intenção de #Michel Temer é convocar os parlamentares de volta as suas respectivas pastas no #Governo.

Publicidade
Publicidade

Os ministros entrarão no Congresso nos lugares de seus suplentes, Creuza Pereira (PSB-PE) e Severino Ninho (PSB-PE). O principal objetivo do peemedebista é aprovar a medida ainda em primeiro turno, pois a equipe econômica de Temer acredita que a PEC de gastos é um fator essencial para estancar o sangramento das contas públicas e acelerar o retorno do crescimento da economia.

Para ser aprovada, precisa de 308 votos na Câmara e 49 no Senado

A carta na manga de Temer necessita do apoio de 308 votos de parlamentares na Câmara dos Deputados. Já no Senado Federal, pelo menos 49 senadores devem votar a favor da emenda a Constituição. E Temer não está medindo esforços para conseguir apoio, pois, segundo o site G1, nesse domingo (9), o presidente até ofereceu um jantar no Palácio do Alvorada a parlamentares.

Publicidade

No total, 215 deputados compareceram ao jantar e outras 64 pessoas (entre esposas e assessores de governo) também estiveram presentes.

No mesmo domingo, na parte da manhã, Michel Temer já havia se reunido com o líder do PSD na Câmara dos Deputados, Rogério Rosso (DF), para elucidar ao parlamentar os principais pontos da PEC.

Principais pontos da PEC

A emenda a Constituição visa limitar os gastos da União pelos próximos 20 anos. As exceções ficariam aos gastos feitos nas áreas de educação e saúde. A intenção é que a PEC comece a vigorar somente em 2018, em 2017 as regras atuais ainda valerão. #Crise econômica