O presidente do Brasil, Michel Temer, iniciará a #Reforma Agrária assim que retornar de sua viagem internacional. O principal destaque da reforma é a interrupção da distribuição de terras e o fim da atuação do #MST e movimentos similares do Partido dos Trabalhadores.

Com a reforma, serão as prefeituras que identificarão os assentados para definir quais estão aptos a receber uma propriedade. Inicialmente, a ideia é tornar a distribuição de terra mais rígida e justa. No governo anterior, era comum a existência de pessoas que afirmavam não ter terras, mas na verdade possuíam imóvel e até automóvel. Além disso, muitos acabavam vendendo a propriedade adquirida.

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A reforma será anunciada no próximo dia 22 e a partir daí estão interrompidos, por tempo indeterminado, os novos assentamentos. Assim que todos os casos, aptos para participar do programa, forem devidamente regularizados, o governo poderá resolver as divergências apontadas pelo Tribunal de Contas. Dentre as irregularidades apontadas pelo TCU na gestão de Dilma, está o fato de até funcionários públicos terem sido contemplados com a distribuição de terras, que devia ser conferida apenas para pessoas que, comprovadamente, não tenham onde viver e preenchessem outros requisitos de vulnerabilidade.

A reação do MST

Os movimentos sociais espalhados pelo país, como o MST, já demonstraram sua insatisfação com a notícia. Para eles, Temer quer privatizar as terras e evitar novas desapropriações, concentrando riquezas.

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Os grupos querem pressionar o governo para que o mesmo volte atrás na decisão, mas a data de lançamento do programa já está agendada.

Essa é a segunda mudança significativa que envolve os movimentos liderados pelo antigo governo. Logo que assumiu a presidência, Temer extinguiu o ministério do desenvolvimento agrário, agregando-o a outra pasta e diminuindo mais a atuação do MST na área. Para professores e sociólogos, o movimento dos sem-terra tem grande importância social, pois são eles que ‘identificam’ as famílias que precisam de uma propriedade e promovem as invasões em terras privadas e públicas. #Michel Temer