Nesta sexta-feira, 28, o médico Antonio Palocci, que ocupou os cargos de Ministro-chefe da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e de Ministro da Fazenda durante o mandato do ex-presidente Lula, foi denunciado pelo Ministério Público Federal do Paraná (MPF).

Caso a denúncia seja aceita pela justiça, Palocci, que está preso desde o dia 26 de setembro, em decorrência da deflagração da Operação Omertà, 35ª fase da Lava Jato, terá que responder pelas acusações de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, em troca por pagamentos de propina ao Partido dos Trabalhadores (#PT), o ex-ministro teria realizado manobras através das quais o edital de licitação para a contratação de sondas do pré-sal favorecesse o estaleiro Enseada do Paraguaçu, pertencente à empreiteira Odebrecht.

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Ainda segundo a denúncia, em virtude de influências e ações impróprias do ex-ministro, o estaleiro foi contemplado com contratos que lhe garantiram a construção de 6 sondas, ficando acertado, de acordo com a #Lava Jato, que 0,9% do valor dos mesmos, em um total de 252 milhões de reais, deveriam ser pagos como propinas.

O Ministério Público, por meio de seus procuradores, recomenda ao Juiz Sérgio Moro, responsável em primeira instância pela força-tarefa, que os acusados sejam condenados ao pagamento de mais de 505 milhões de reais o que, segundo eles, representa o dobro do total de propinas pagas aos envolvidos.

Os procuradores também pleiteiam que, caso aceite a denúncia, o juiz convoque ao menos oito testemunhas para depoimento, entre elas o ex-senador Delcídio do Amaral, que também já foi preso em virtude dos desdobramentos da Lava Jato, por supostamente atuar para prejudicar o andamento da operação e que fez acordo de delação premiada.

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Os advogados do ex-ministro classificam a denúncia como injusta e desprovida de fatos. Alegam também que "Italiano", apelido que compõe a denúncia não se refere a Palocci.

Além de Palocci, outras 13 pessoas foram denunciadas, entre elas Marcelo Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht.l #Sergio Moro