Nesta terça-feira (04), em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em que foi indeferido o recurso do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva ao requer que as investigações, as quais se encontram em poder do juiz Sérgio Moro, sejam encaminhadas a Suprema Corte. Aproveitando a ocasião, o Ministro Teori Zavascki, criticou a Procuradoria Geral do Paraná, em especial os procuradores da força-tarefa, da Operação #Lava Jato.

Momentos que antecederam a votação que negou o pedido do ex-presidente, posicionamento esse que, predominou entre os membros da segunda turma do STF, o relator da Lava Jato Ministro Teori enfatizou alegando que ocorreu "espetacularização", naquele dia 14 de setembro em que foi realizada a coletiva de imprensa pelos procuradores da República, para apresentarem os reais motivos em que ofereceram a denúncia contra o petista, no Paraná.

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Conforme reportagem do site de notícias "Noticias ao minuto" foi reconhecido pelos procuradores que participaram da demonstração que o ex-presidente era o "comandante do esquema de corrupção da Petrobras", afirmou a publicação. Logo que tomou conhecimento, Lula contestou as acusações argumentando que todas as suspeitas sobre o crime de organização criminosa estão sob a competência do STF.

Teori comentou que não havia necessidade para tanto, uma vez que, não se investigava o crime de organização criminosa e, diga-se de passagem, esse não foi o objeto da denúncia. O episódio, chamado pelo Ministro de "espetacularização" não faz sentido, ou seja, não precisava ter ocorrido.

Quando encerrado as ponderações, Zavascki rejeitou o pedido da defesa de Lula alcançando a negativa dos demais integrantes da segunda turma, do próprio Supremo não restando nenhum voto favorável ao ex-presidente, o que sancionou a primeira instância como autêntica para conduzir os inquéritos em aberto do petista.

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Em tese, a defesa do ex-presidente questionou que a 13ª Vara Federal de Curitiba, com titularidade do juiz Moro, não tem competência para julgar o petista, uma vez que, tramita no STF um inquérito com idêntica investigação. Entretanto, sinalizaram que o julgamento deveria ser de exclusividade da "instância superior", concluiu.  

Ademais, o pedido ainda contava com uma citação em que o juiz Sérgio Moro, se referiu ao petista de forma hipotética de "arquiteto do esquema criminoso que vitimou a Petrobras", o que transcreveu o mesmo tratamento da Procuradoria Geral da República, analisou o advogado. Desta forma, as contestações não valoraram a decisão da Corte. #Sergio Moro