O policial legislativo Paulo Igor Bosco Silva, que atua no Senado Federal, explicou como funcionou a operação que ocultou os grampos que a Polícia Federal instalou no escritório particular do ex-presidente da Casa, #José Sarney (PMDB-AP). 

Silva explicou que a missão veio de uma ordem não numerada, diferente de outras missões em que cada ordem vem com uma numeração específica, por exemplo, ordem número 1, 2, 3, 4. A missão no escritório de Sarney foi oculta, pois não tinha número de ordem. Foi realizada em julho de 2015 quando Sarney não era mais presidente da Casa. 

Silva disse que seus colegas policiais foram até ao escritório de Sarney com o objetivo de vasculhar para encontrar grampos instalados para escutas telefônicas ou ambientais.

Publicidade
Publicidade

Dessa forma, a missão iria complicar as investigações da Polícia Federal para as operações da #Lava Jato

O diretor da polícia, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, no Senado Federal, está sendo acusado de ajudar as missões "secretas" que prejudicariam a Lava Jato. Ele teria favorecido muitos senadores e ex-senadores utilizando equipamentos de inteligência. Alguns dos políticos beneficiados pela polícia legislativa foram a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lobão Filho (PMDB-MA) e também Fernando Collor (PTC-AL). O diretor foi preso juntamente com três policiais que atuaram na missão, porém no momento, apenas o diretor se encontra na cadeia. Quem defendeu a atuação dos policiais legislativos foi o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que afirmou que a missão "secreta" não influenciaria em outros tipos de monitoramento. 

Silva diz que a missão o causou certa "estranheza", pois ele iria atuar em uma operação de contrainteligência depois de a Polícia Federal e a Lava Jato terem autorização para ir até determinado endereço atuar.

Publicidade

Se, logo em seguida, os policiais legislativos entrassem em ação, tirando quaisquer grampos colocados no local, não seria possível descobrir se o grampo seria da PF ou de outro lugar. Assim, ainda de acordo com Silva, todos os grampos seriam retirados, prejudicando a Lava Jato. #Corrupção