Após tornar-se réu em mais uma ação criminal, Luís Inácio Lula da Silva, o ex-presidente do Brasil, passa a correr mais riscos de uma prisão iminente. Pressentindo que esse momento pode estar mais perto do que nunca, movimentos de esquerda começam a se organizar para a realização de atos em apoio ao político.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores), que possui como um dos fundadores, o próprio #Lula, organizou uma vigília para o dia da possível prisão. O MST (Movimento dos Sem Terra), um dos mais beneficiados pelos governos de Dilma e Lula, planeja um protesto com os militantes do sul do país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná).

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No Paraná, os membros do MST pretendem fazer um protesto em Curitiba, que deve se encerrar nas proximidades de onde Lula ficará preso. Um líder do MST, João Paulo Rodrigues, afirmou para a imprensa que o movimento ‘resistirá’ a prisão de Lula e ‘não aceitará’, caso a mesma se consume. Apesar do apoio, lideranças do PT (Partido dos Trabalhadores), não concordam com os atos, pois acreditam que organizá-los só serve para “gerar pânico”.

Lula no banco dos réus

Na última quinta-feira, 13, Lula tornou-se réu pela terceira vez em poucas semanas. Com três ações contra ele, Lula pode ser preso só após uma eventual condenação, como pode ter sua prisão preventiva decretada, caso a justiça entenda que sua liberdade coloca em risco a continuidade do processo ou a própria ordem pública.

O MPF (Ministério Público Federal), tem certeza dos crimes cometidos pelo ex-presidente, e apresentaram uma série de indícios dos mesmos, coletados durante as investigações da #Polícia Federal.

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Cabe ao petista e seus advogados, provarem que os procuradores do MPF estão errados e que ele é inocente. Por conta dessa situação, os militantes já começaram a se reunir pela internet para tentar pressionar Sérgio Moro, Vallisney de Souza Oliveira (juiz de Brasília) e o MPF como um todo, para que o líder da esquerda não seja preso.

Os procuradores da #Lava Jato não falam em prisão, mas devido a possível repercussão que uma eventual preventiva geraria, caso venha a se consumar, é esperado que a mesma não seja anunciada, previamente, para a imprensa, a fim de tentar evitar ao máximo tumultos. No dia em que Lula prestou o depoimento coercitivo, em março, o objetivo era que a imprensa não tivesse conhecimento, mas a notícia acabou vazando quando Lula era conduzido para conversar com Moro e os procuradores, gerando gigantesca comoção jornalística em busca de informações. Na ocasião, o político não foi preso, mas apenas prestou depoimento e foi liberado.