O Ministério Público Federal mandou o Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, retirar imediatamente todos os cartazes de protestos escrito “Fora, Temer”. O procurador Fábio Aragão, em documento enviado à instituição, afirma ter uma doutrinação política na escola, e que isso atenta contra a “integridade intelectual aluno”.

O Colégio D. Pedro II é a escola mais conceituada do Rio, e entre as melhores do Brasil, tem altas taxas de aprovações e notas altas, e está em excelente posição no ranking do IDEB. Alguns dos cartazes são de iniciativa dos próprios alunos, a maior parte são de inciativa do sindicato dos servidores, todos são em protesto ao governo de Temer e sua reforma na #Educação que está sendo imposta sem diálogo.

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Mesmo assim, o MPF exigiu que o diretor proibisse que eles colocassem cartazes de caráter político, até mesmo a distribuição de paletó ou algo do gênero político contra o governo deveria ser proibida.

Para o procurador, o “Fora, Temer” é tomar partido. E se hoje os estudantes tomam partido contra Temer, em outro momento eles podem se apresentar como favoráveis a um “candidato x ou y, como por exemplo Crivela ou Freixo”. Fábio Aragão tentou explicar que não está defendendo o presidente Temer, mas a percepção que tal medida é um meio de proteger a imagem do presidente foi claramente vista e repudiada pela comunidade escolar.

Fábio Aragão ainda ameaçou o diretor dizendo que se as “recomendações” não forem imediatamente cumpridas, no prazo de 72 horas, o MP irá entrar com um processo de crime de prevaricação e improbidade administrativa contra ele.

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A ordem vale para os diretores das unidades de Realengo e Humaitá.

Um dos diretores do Colégio, Oscar Halac, se justifica afirmando que as faixas foram colocadas pelos sindicatos dos servidores do colégio, diz ainda que tal ação não contou com a aprovação da direção. Oscar Halac foi ao MP prestar esclarecimentos sobre o caso e afirmou que o Colégio é laico, em todos os aspectos, e isso diz respeito a questões partidárias também. Ou seja, tanto funcionários como alunos são livre para se manifestarem politicamente. #Casos de polícia