O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), Ricardo Lewandowski, era um grande articulador para que fosse aprovado aumento aos ministros do Supremo. Essas negociações de Lewandowski aconteceram quando ele era presidente do STF. Com a mudança no comando da Corte, a nova presidente, Cármen Lúcia, "barrou" as investidas e negociações de Lewandowski, por um momento. Os ministros resolveram se posicionar a respeito desse possível aumento, após uma reportagem recente que revelou os altos valores que juízes brasileiros recebem.

De acordo com a reportagem, existem no Brasil 10.765 juízes, desembargadores e ministros do Superior Tribunal de #Justiça, que recebem mais do que os juízes do Supremo.

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Conforme a Constituição, os valores não poderiam ultrapassar os R$ 33.763 dos ministros do STF, pois esse seria o teto do Judiciário.

Os tribunais pagam muitas indenizações aos juízes, gratificações e "vantagens", com respaldo legal do Judiciário. E isso está causando um grande debate no meio jurídico.

"Loucura"

Para o ministro Gilmar Mendes, se aumentar o valor do salário dos ministros da Corte, isso seria uma "loucura". Ocorreria um "efeito cascata", pois permitiria que outras categorias também requisitassem o aumento dos magistrados e o valor ultrapassaria em muito o teto do Judiciário. Apenas para esclarecer, os magistrados brasileiros possuem seus salários com base num percentual dos juízes da Corte. Se aumentar o salário deles, aumenta de toda a categoria. 

A presidente do STF Cármen Lúcia disse que o momento agora não é de aumento, pois o Brasil vive grande crise econômica e seria prejudicial para a sociedade.

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O presidente do Brasil Michel Temer não apoiou também o reajuste do Judiciário afirmando que traria consequências negativas ao país.

Gilmar Mendes defendeu que haja mais fiscalizações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) diante dessas abusivas "vantagens' que os magistrados garantem para ultrapassarem o teto do Judiciário, com altos salários.

Ações

De acordo com Mendes, existem algumas ações acolhidas pela Procuradoria Geral-República (PGR), mas que estão paradas no STF. Tem, por exemplo, algumas incompatibilidades com auxílio-alimentação, auxílio-saúde, adicional de permanência e etc.