O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva participou, nesta terça-feira (4), de um evento do sindicato Global Industrial Union e falou pela primeira vez após as #Eleições municipais sobre a derrota sofrida pelo Partido dos Trabalhadores (#PT).

Apesar de o petista minimizar o ocorrido, se compararmos o ano atual, percebe-se a descrença do eleitorado para com o PT. Na verdade, na penúltima eleição, em 2012, quando o Partido dos Trabalhadores ainda estava em ascensão, foram eleitos 644 candidatos para as prefeituras em todo país, ficando atrás apenas dos partidos PMDB e PSDB.

Acontece que, nesse ano, a situação se agravou e preocupou o líder petista, mesmo não admitindo, a coisa ficou feia.

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Os motivos não faltaram para justifica o ocorrido, ou seja, a condição de Lula como réu da Lava Jato e Dilma impeachmada foram suficientes para o declínio do partido, sem contar com os filiados que estão cumprindo pena ou respondem por acusações vinculadas a corrupção na Petrobras.

Um 'balde de água fria', foi exatamente dessa forma que tudo transcorreu. Se por ventura passou minimante pela ideia do PT que iriam perder, não computaram tamanha proporção. A derrota alcançou 388 municípios, restando apenas, 256 prefeitos que firmaram no pleito desse ano.

Quanto à totalidade de votos válidos, foram 17,3 milhões em 2012, contra 6,8 milhões dessa última eleição. Lula, já pensa em um plano estratégico para erguer os companheiros militantes que atuam no partido para, novamente, conquistar o eleitor.

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Uma publicação do jornal "Folha de S. Paulo" revelou que o petista reconheceu a derrota, exclamando que a "Democracia é assim, em uma você ganha, em outra, você perde", justificando que partidos políticos são criados para concorre, caso contrário, não haveria necessidade para a sua concepção. "Se o PT não fosse perder nunca, não teria criado um partido político", afirmou Lula.

"É uma disputa", argumentando com palavras a fim de consolar os integrantes e participantes que ali estavam. Mesmo assim, fez questão de demonstrar sua firmeza, exaltando a vitória dos políticos hoje e lembrando que, amanhã, eles podem ser os derrotados.

Ainda tomou fôlego e enfatizou, de forma sarcástica, que não acha interessante saber com antecedência, por exemplo, quem vai ganhar, ou seja, o melhor é a concorrência, afirmou o petista, dizendo que "se começasse o ano já sabendo quem seria prefeito ou governador, eu não participava", concluiu.

O ex-presidente discursou para os sindicalistas da Global Industrial Union e citou o impeachment de Dilma Rousseff, reiterando que tudo não passou de um 'golpe parlamentar', criticou o Governo Temer pelas iniciativas de corte de gastos públicos, além das privatizações, ademais, questionou o momento atual, em termos de economia internacional.

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Ressaltou sobre a PEC 241, a qual estima um teto para os gastos do Governo Federal. Reprovou novamente a atitude de cortes de gastos, definida por Michel Temer. Segundo Lula, a crise atual não deve ser resolvida com perdas de direitos de aposentados, pois nunca se preocuparam em realizar uma reforma de aposentadoria. O ex-presidente propôs a todos os sindicalistas que se unam para combater o retrocesso.

Por fim, sugeriu o nome "vendedor" para Michel Temer, devido às propostas de privatização, pois o peemedebista somente resolve os problemas com a procedência da privatização.