Nesse domingo, 30, milhões de brasileiros foram às urnas decidir o futuro de suas respectivas cidades, no segundo turno das eleições municipais. No Rio de Janeiro, o embate foi entre o senador da República, #Marcelo Crivella (PRB) e o deputado estadual do Rio, Marcelo Freixo (PSOL).

O que surpreendeu muita gente, após a apuração, é que se somar o número de abstenções no estado (1.314,950 milhão), os nulos (569,536 mil), os brancos (149,866 mil) e os votos de Crivella (1.700,030 milhão), o candidato do PSOL obteve a rejeição de 3.734,030 milhões de eleitores, obtendo número de votos inferior ao número de abstenções.

Um segundo turno de embates diretos

O segundo turno das eleições do Rio foi intenso.

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O deputado estadual do PSOL chegou a deixar claro que não entraria em embate com o adversário por religião, mas que usaria outros políticos para confrontá-lo, como insinuar que Garotinho seria um parceiro de governo, caso Crivella ganhasse.

Após algumas reportagens que manipularam as palavras de Crivella, o senador decidiu não comparecer em uma sabatina. Poucos dias após o debate da revista Veja, a mesma empresa publicou uma reportagem em que dizia que Crivella havia sido preso. Pouco depois, o político esclareceu os fatos e pediu direito de resposta. Um juiz acatou o pedido e determinou que a revista publicasse uma edição dizendo que mentiu sobre o senador e que a foto utilizada na capa, era de mais de 20 anos atrás, decorrente de um mal entendido que gerou um processo por abuso de autoridade contra o delegado que quis identificar as pessoas, fotografando-as.

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#Freixo chegou a publicar, na internet, uma foto dormindo, sob a legenda de que estava esperando Crivella no debate, devido à ausência do senador nos últimos compromissos. O último debate transmitido pela TV, também teve momentos tensos.

Um resultado que pode acarretar em mudanças na lei eleitoral

Embora pesquisas e eleitorado, de alguma forma, esperassem que o deputado perdesse a eleição, não se imaginava que a derrota fosse tão expressiva. Esse resultado não demonstrou apenas que a população não desejava Freixo, mas com elevada abstenção, nulos e brancos, pôde-se notar que a população está cada dia mais descrente da política nacional. A abstenção em todo o Brasil é cada vez mais alta, o que já chamou a atenção de políticos e do presidente do TSE, Gilmar Mendes.

Embora ainda não tenha sido apresentado nenhum projeto de lei para ‘punir’ o eleitor que se abstém do voto, os recentes posicionamentos de Gilmar Mendes, demonstram o interesse do poder público em fazer alguma coisa para incentivar ou obrigar o brasileiro a votar. Atualmente, a multa para quem deixa de votar é de R$ 3,51. O valor é baixo, mas o processo de regularização do título de eleitor é bem burocrático e cansativo. O título precisa estar regular para tomar posse em emprego público, matricular-se em universidades e obter um passaporte. #Eleições 2016