Em 2013 tornou-se público o caso do pedreiro Amarildo, que ora a mídia dizia ser um inocente assassinado por policiais, ora dizia que estava envolvido com a criminalidade e teria sido executado em um acerto de contas. O corpo de Amarildo nunca foi encontrado e a causa de sua morte ou desaparecimento também não foi descoberta, mas muita gente aproveitou para se promover encima do caso.

Uma ONG (Organização Não Governamental), chamada Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, realizou uma campanha e conseguiu arrecadar R$310 mil, dinheiro que, segundo os organizadores da campanha, iria para manter a família de Amarildo, que vivia em condição de extrema pobreza, sendo mantidos somente pelos recursos do pedreiro.

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Dentre as pessoas que ajudaram na divulgação da causa está o candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL), que gravou um vídeo para mostrar a realidade da viúva e seus seis filhos e ainda questionar a versão dos fatos que foi apresentada pela PM. O problema é que segundo informou o R7, a mulher teria recebido R$60 mil e o restante, R$250 mil, teria sido "desviado" pela ONG.

Em um vídeo que circula na internet, a viúva de Amarildo diz que ganhou uma casa no valor de R$50 mil e mais R$10 mil para comprar os móveis e eletrodomésticos para a nova residência. 

Fatos

A Blasting News teve acesso ao Instrumento Particular de Doação (contrato assinado entre todas as partes), no qual é possível comprovar quais os valores arrecadados e quais as parcelas atribuídas a cada donatário.

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Através do referido documento, é possível verificar que a família de Amarildo de Souza recebeu um total de R$ 110.493,48, depositados na conta da irmã, com o acordo de toda a família.

O restante do valor, como comprova também o contrato, foi distribuído por 5 instituições de solidariedade, em partes iguais de R$40 mil cada. Tudo aconteceu com o conhecimento dos membros da família, os quais assinam também o documento. 

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