O deputado cassado #Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se encontra preso na carceragem de Curitiba, a mando do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da operação #Lava Jato. Cunha é acusado de receber propina em um contrato em Benin, na África, e por crimes de corrupção. No último dia 19, Cunha foi levado para prisão por tempo indeterminado no Paraná. Poucos dias preso, a defesa de Eduardo Cunha ja apresentou, na última segunda-feira (24), um pedido para a libertação do deputado. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) mantém os bens de Cunha bloqueados, a defesa de Cunha poderá recorrer no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Nesta quarta-feira (26), a mulher de Cunha, a jornalista Cláudia Cruz foi visitar o marido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, juntamente com os filhos.

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 A jornalista também é acusada de crimes de #Corrupção e é investigada sobre contas que serviriam para lavagem de dinheiro na Suíça, Cruz é ré na operação da Lava Jato. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o dinheiro ilícito foi usado por Cláudia Cruz para realizar compras de luxo no exterior, como roupas e sapatos de grifes. 

Cunha e Palocci

Logo após chegar na carceram em Curitiba, Eduardo Cunha se encontrou com Antônio Palocci, os dois dividem o mesmo pavilhão em Curitiba. Testemunhas afirmaram que os dois se encontraram e Palocci chegou a colocar suas mãos sobre o ombro de Cunha, dizendo: "vai dar tudo certo". 

Antônio Palocci foi condenado na 35ª fase da operação Lava Jato. Ele foi ministro na Casa Civil do governo de Dilma Rousseff e ministro da Fazenda no governo de Lula. Palocci é acusado de receber propinas da Odebrecht e satisfazer interesses da empreiteira, ele foi preso em setembro. 

Palocci é considerado um gestor, a Odebrecht repassou recursos no valor de R$ 128 milhões e em troca a empreiteira receberia algumas vantagens.

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Foi destinado um montante de dinheiro ilícito ao Partido dos Trabalhadores (PT), mas segundo o PT os valores seriam doações eleitorais.