No último domingo, 2, os brasileiros foram às urnas de todo país para votarem nas eleições municipais. Ainda que o pleito tenha ocorrido pouco mais de um mês depois da consumação do impeachment de Dilma Rousseff, nenhum incidente de maior gravidade foi registrado. O #PMDB, partido do novo presidente da República, #Michel Temer, foi quem mais elegeu prefeituras, com 1.028 no total.

Para Temer, esse resultado por si só refuta completamente a tese do "golpe". Com essa nomenclatura, apoiadores de Dilma Rousseff, militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e até parlamentares e políticos de esquerda classificaram o processo consumado do impeachment, que retirou Dilma da presidência da mesma forma que havia ocorrido com Fernando Collor, em 1992.

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Na avaliação do presidente, se a população brasileira tivesse "comprado" a tese de que houve um golpe no país, certamente o PMDB não teria a votação tão expressiva que teve. Além disso, o PT teve o seu pior desempenho em 20 anos de eleições municipais, perdendo 60% das prefeituras que havia conquistado em 2012. No novo pleito, os petistas ficaram com apenas 256 municípios, com a possibilidade de mais sete, contando os que estão no segundo turno.

"Houve um sucesso extraordinário na votação municipal. Isso apenas comprova, portanto, que não houve nenhum acolhimento de algumas teses que foram colocadas à população em um momento passado", opinou Temer, em entrevista ao Grupo Bandeirantes nesta quinta-feira, 6.

"Se fosse verdadeira (a tese do golpe), com certeza as pessoas iriam lá e prestigiariam quem pregou essa ideia do golpe, que, evidentemente, não ocorreu", acrescentou o presidente.

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Partidos como PSDB, o PSD, o PP e o PSB apresentaram bons números nessas eleições e cresceram no cenário político brasileiro. De todo modo, Temer não cogita, neste momento, fazer uma reforma ministerial para contemplar os partidos que compõem sua base aliada e tiveram bom desempenho nesta eleição. Segundo ele, "esses partidos já estão representados no governo".

Temer não pensa em reeleição

Na mesma entrevista, o presidente foi bastante sucinto ao ser indagado sobre o tema "reeleição". Faltando ainda dois anos para o novo pleito presidencial, Temer diz estar focado nos atuais problemas do Brasil, como a necessidade da geração de empregos, por exemplo. Assim como em entrevistas próximas à posse, ele voltou a dizer que não pensa em se reeleger no cargo.

"Nós não estamos em um período eleitoral e nem podemos nos preocupar com eleições neste momento. Governar o Brasil é uma tarefa extremamente honrosa. Já tendo chegado a este cargo, eu não vejo razão para pensar em reeleição", avaliou o peemedebista.

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Na terça-feira, uma pesquisa do Ibope apontou que 39% dos brasileiros estão insatisfeitos com a gestão Temer. Os números não causaram preocupação no presidente, que disse "não levar em conta" a pesquisa. Ele diz que estará satisfeito se tiver 5% de avaliação positiva, mas com "12 milhões de brasileiros desempregados, empregados", sublinhando a prioridade do atual governo. #Eleições 2016