A PEC 241 tem sido muito falada até em campanhas do #Governo Federal, em que é apresentada com caráter 'educacional' para que os governantes não gastem mais do que arrecadem igual como você está acostumado a fazer em sua casa.

Esse tipo de comparação entre a gerência das contas da administração familiar de um chefe de família para com o Governo Federal tende a não ser a melhor das formas de repassar o que pode ocorrer caso a PEC 241 seja aprovada e sancionada por Michel Temer; um pai de família com dificuldades de administrar suas contas dificilmente cortaria gastos com medicamentos ou até com a educação de seus filhos, não é mesmo?

O que deve ocorrer caso a PEC 241 seja sancionada?

A população que mais depende dos serviços públicos prestados pela União será, de longe, a mais afetada pela PEC da economia.

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Ela define o orçamento do Governo mediante o PIB do ano anterior acrescido apenas da inflação. É fato que esse tipo de medida tende a sanar as deficitárias contas públicas, mas, ao invés de optar por cortes seletivos, a União pretende cortar todos os investimentos, dando pouca ou nenhuma importância em termos de prioridades.

Isto posto, será permitido cortar investimentos nas áreas da educação e da saúde sem que haja responsabilização do mandatário. O que ocorre caso haja a necessidade de combater uma epidemia ou uma campanha de vacinação massiva? Provavelmente os ministérios não poderão contar com verbas para imprevistos do tamanho do nosso país.

Salário mínimo

A PEC 241 impactará diretamente na vida de todos os brasileiros que recebem seus reajustes de acordo com o salário mínimo ou com a negociação entre Governo e seus funcionários, aplica-se ao caso dos servidores federais e militares da União.

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Pensionistas, aposentados e assalariados poderão atravessar até 20 anos sem que consigam sequer um centavo de reajuste real (acima da inflação), o que pode fazer com que efetivamente o poder de compra do trabalhador daqui a duas décadas seja exatamente o mesmo dos dias atuais.

Servidores federais e militares

Como estes são uma parcela menor da população, e seus proventos vem integralmente de recursos federais, eles tendem a ser os principais prejudicados na conjuntura da aprovação da PEC 241. Dificilmente seria possível reajustar a remuneração de todas as categorias de servidores ou das Forças Armadas, e caso não optasse por deixar todos sem nada, provavelmente o Governo teria que escolher qual carreira teria reposição inflacionária #Crise econômica #Crise no Brasil