Nessa terça-feira, 4, a Polícia Federal cumpriu dezesseis mandados de busca e apreensão em Salvador, Rio de Janeiro e Distrito Federal em mais uma ação da Operação Hidra de Lerna, que nada mais é que um desdobramento da conhecida, Operação Acrônimo.

O objetivo da ação policial é investigar um grupo criminoso que realizava o financiamento ilegal de campanha eleitoral e fraudes em licitações e contratos. Além da sede do #PT em Salvador, também são investigados na operação, a construtora OAS, a Propeg e Rui Costa, governador da Bahia pelo PT.

A #Polícia Federal contou que a dona da empresa de comunicação, Propeg, informou que se encontrou com Rui Costa em 2014 e que ele ofereceu R$1,9 milhões para que ela trabalhasse em sua campanha.

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O valor seria pago mediante um contrato fictício da OAS. Os detalhes do pagamento foram resolvidos pelo responsável pela campanha de Costa, Carlos Martins, que é secretario estadual do desenvolvimento urbano, e que por sua vez é o setor responsável pelos contratos com a construtora OAS.

A operação policial

Os policiais isolaram a região onde está localizado o diretório do PT de Salvador, a fim de evitar a ocorrência de manifestações, fato que aconteceu recentemente em São Paulo, quando cumpriram mandados na sede do partido.

Investigados se defendem

O Ministério das Cidades emitiu nota oficial dizendo que ainda não foi notificado sobre a operação da polícia federal e por isso não tinha o que declarar sobre os fatos, entretanto, assim que tiver acesso as informações sobre a investigação, poderá colaborar no que for preciso.

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Everaldo Anunciação, que é o presidente do PT no estado da Bahia, disse que ainda não entendeu a ação da polícia no diretório e está surpreso, pois o partido nunca teve ligação com a empresa de comunicação Propeg. Everaldo ainda acusa a polícia de agir com sensacionalismo, por ter interditado a rua inteira para realizar a operação.

Já a agência de publicidade e comunicação Propeg, confirmou que a PF realizou buscas em seu escritório e na casa de alguns executivos e que desde junho, por livre e espontânea vontade, tem colaborado com as investigações, a fim de apurar os fatos e respeitar as leis em vigor.

O governador da Bahia, Rui Costa, disse estar surpreso por ser alvo de uma investigação, mas que se encontra a disposição das autoridades policiais para apurar e esclarecer quaisquer fatos alegados contra ele. Ele também negou ter qualquer tipo de relação pessoal com a agência investigada, Propeg. #Casos de polícia