Após uma minuciosa investigação, os procuradores e investigadores da Polícia Federal chegaram a uma importante conclusão sobre o apelido “amigo” que consta em planilhas de pagamentos da empreiteira Odebrecht. Segundo a PF, “o amigo” faz referência ao ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. A planilha de pagamentos foi encontrada em posse de funcionários da #Odebrecht. A informação da referência a Lula na planilha da Odebrecht foi publicada no jornal Folha de São Paulo e divulgada através de um despacho divulgado nessa segunda-feira (24) por investigadores da Força-Tarefa da Operação #Lava Jato.

“Há respaldo probatório e coerência investigativa que o (amigo) faz referência nas planilhas de pagamento a Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou o Filipe Hille Pace, delegado da Polícia Federal.

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As investigações se basearam também em e-mails enviados de executivos da Odebrecht nos anos de 2013 e 2014.

Planilhas indicam pagamento de R$ 23 milhões

O saldo constante nas planilhas da Odebrecht indica o repasse de R$ 23 milhões em favor do “amigo”. Esse saldo teria sido pago em forma de propinas, sendo que, R$ 8 milhões teriam sidos pagos somente em 2012. A PF também chegou à conclusão de que a coordenação e solicitação desses pagamentos teriam sido feitos por Antônio Palocci, na época, ministro da fazenda de Lula. Os outros R$ 15 milhões, os investigadores ainda não chegaram a conclusão sobre o que exatamente ocorreu.

Outra conclusão dos investigadores, é que o “Itália” citado nas planilhas era Antônio Palocci. Além do “Itália” ainda consta na planilha o apelido de “Pós Itália”, cuja identificação ainda não foi revelada, mas, segundo apuração feita pela Folha de São Paulo, o apelido seria de outra peça chave do governo Lula, o ex-ministro Guido Mantega.

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Outro lado

Através de nota divulgada à imprensa, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins disse que as acusações que versam contra seu cliente são “frívolas” e são típicas de pessoas que manipulam leis e procedimentos jurídicos. Ele finalizou sua nota dizendo que na falta de provas, usa-se, de forma convicta, “achismos”.