Muita gente ouve falar sobre coligações durante as #Eleições, mas nem todo mundo sabe do que se trata. As coligações, nada mais são do que pactos feitos entre duas ou mais siglas políticas que “possuem ideais similares”, para formarem uma base e governarem, seja um país, um município, um estado ou no caso do Distrito Federal, uma unidade federativa autônoma.

Alguns partidos escolhem ter uma chapa única, ou seja, não se coligam com ninguém e outros, unem forças com vários outros partidos. Destes partidos unidos nas #Eleições 2016, destaca-se o #PSDB, que, através da coligação Novo Tempo, coligou com várias outras siglas, sendo que uma delas é o Partido Comunista do Brasil, um dos principais apoiadores de seu maior algoz, o PT.

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Em Barueri, uma das cidades mais ricas do estado de São Paulo, a coligação surpreendeu e se juntou com 23 siglas, sendo elas: PSDB, PMDB, PV, PP, PSC, PTC, PRTB, PSB, PDT, DEM, SD, PRB, PSDC, PEN, o PT do B, PTN, PHS, PPS, PTB e até mesmo o PC do B (Partido Comunista do Brasil).

Com essa coligação, o PSDB conseguiu o pleito histórico de colocar Rubens Furlan no cargo de prefeito da cidade pela quinta vez. O que chamou mais a atenção do eleitor e que pode ter motivado o elevado número de abstenções e votos nulos e brancos, foi o fato do vencedor das eleições estar com alguns problemas na justiça que podem tirá-lo do cargo antes mesmo de completar o mandato. De um eleitorado de 245.027 pessoas, 101.777 não votaram no candidato, sendo 44.227 abstenções, 20.710 nulos, 11.030 votos brancos, 19.122 para o 2º adversário, Saulo Goes, 3.401 no 2º adversário, Néo Marques e 3.287 no 3º adversário, Claudio Paes.

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O prefeito eleito é réu do Ministério Público e se condenado por improbidade administrativa, pode ficar inelegível. Além disso, o Tribunal de Contas incluiu o nome do político em uma lista com mais de dois mil prefeitos com contas rejeitadas durante sua gestão, o que, após decisão recente do STF, pode acarretar na inelegibilidade, decorrente de um julgamento desfavorável feito pela Câmara Municipal.

Independentemente do futuro do político nessa cidade, apenas uma coisa é certa: não existem partidos de direita ou esquerda no Brasil. Existe conveniência política!