A "onda azul", assim classificada pelo senador #Aécio Neves sobre o desempenho do #PSDB nas eleições municipais, voltou a dar o tom no Brasil no último domingo, 30, data em que foi realizado o segundo turno do pleito de 2016. Os tucanos conquistaram 14 das 19 prefeituras que disputavam, enquanto o PT, por exemplo, perdeu as sete das quais ainda almejava vencer.

Muito embora o partido com mais prefeitos eleitos tenha sido o PMDB, com 1.036 prefeituras, o salto do PSDB é realmente significativo. No total, o partido irá ter o comando de 803 cidades, o que representa um crescimento de 15,5% a mais que o pleito de 2012, quando obteve 695 cidades.

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Entre as capitais, por exemplo, uma vitória significativa dos tucanos no último domingo foi em Porto Alegre. O deputado federal Nelson Marchezan venceu Sebastião Melo, do PMDB, que é vice-prefeito da gestão José Fortunati.

O momento de avanço do PSDB coincide justamente com um dos maiores fracassos da história recente do PT. De 27 milhões de eleitores governados a partir da eleição de 2012, os petistas manterão apenas 4 milhões em 2017. A queda, com relação ao último pleito municipal, é de mais de 60%. Em 2012, o PT obteve 638 prefeituras, passando a 254 nas eleições de 2016, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além da frieza dos números, a atual conjuntura política é favorável ao PSDB. Com a destituição da ex-presidente Dilma Rousseff por meio de um impeachment e a posse de Michel Temer, do PMDB, os tucanos passaram a ter maior representatividade dentro do Palácio do Planalto.

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José Serra, um dos principais quadros políticos do PSDB, se tornou ministro das Relações Exteriores de Temer em um curto espaço de tempo, por exemplo.

Mesmo diante desse quadro favorável, o partido evita projetar as eleições presidenciais de 2018. Vale lembrar que, nas últimas três eleições, o PSDB fez a escolha por lançar três nomes diferentes: Geraldo Alckmin, em 2006, José Serra, em 2010 e Aécio Neves, em 2014. O ex-governador mineiro garante que o foco do partido, no momento, não é o pleito de daqui a dois anos.

"Antecipar esse processo de escolha do nome é um desserviço a construir nossa agenda que pretende livrar o país da crise. Nós não temos como prioridade agora pensar nas eleições de 2018. No momento certo e oportuno, o PSDB definirá quem empunhará a nossa bandeira. Felizmente, nós temos alternativas, elas estão aí e são inúmeras", despistou o candidato derrotado em 2014.

Perguntado sobre a atual aliança do PSDB com o PMDB, Aécio avaliou que o bom desempenho dos tucanos nas eleições desse ano aumentam a força do governo Temer.

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Ele manteve o discurso de que o seu partido seguirá apoiando Temer se a "agenda das reformas" tiver sequência e andamento. 

"Enquanto nós, do PSDB, sentirmos que o governo comandado por Michel Temer sinalize para a manutenção dessa agenda de reformas - e nós estamos sentindo que há - vamos manter o apoio", avaliou Aécio, antes de afirmar que o PSDB tem o desejo de governar o país sendo eleito pela via direta.  #Eleições 2016