“Nefasto” e “perverso” foram as palavras usadas pelo prefeito recém-eleito de #Curitiba, Rafael Greca (PMN), para definir o movimento de estudantes que estão ocupando as escolas da capital paranaense e de outros municípios paranaenses como forma de protesto contra a reforma no Ensino Médio, proposto pelo presidente Michel Temer (PMDB). O novo prefeito, que já governou Curitiba nos anos de 1990 e que foi ministro do Esporte e Turismo do governo de Fernando Henrique Cardoso, disse que não enxerga nenhum sentido para os estudantes seguirem com as ocupações nas escolas curitibanas.

Para Greca, não há nada de produtivo para a sociedade curitibana os alunos passarem as noites dentro de uma escola usando drogas, se esfaqueando e se matando.

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Sua fala é uma referência à morte do estudante de 16 anos, Lucas Eduardo Araújo da Mota, que foi assassinado por outro adolescente no último dia 24 de outubro, nas dependências do Colégio Estadual Santa Felicidade.

Em entrevista ao UOL, o prefeito da capital paranaense ainda ressaltou que as ocupações das escolas de Curitiba é considerada uma “sandice”, porque os curitibanos não acolheram a ideia e existe um “uso político” dessas ocupações por parte dos alunos. Para ele, entre os mais prejudicados com as ocupações estão os estudantes que querem fazer o ENEM no próximo sábado (5). Greca afirmou que é incoerente defender uma bandeira de educação dentro deste contexto e que o diálogo deverá sempre existir, sem uso político das escolas, porque isso é odioso.

Rafael Greca derrotou seu adversário, o deputado estadual Ney Leprevost (PSD) com o 53,25% dos votos válidos.

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Ele já foi prefeito de Curitiba entre 1993 e 1996, pelo PDT, partido do ex-governador Jaime Lerner, que hoje abriga o atual prefeito Gustavo Fruet. Na reta final da campanha o prefeito eleito adotou uma postura mais agressiva, que se manteve até depois das votações, quando chegou a afirmar que seu opositor Ney Leprevost era sua “cópia mal feita”.

Escolas começam a ser desocupadas em Curitiba

Foi expedida uma liminar determinando a reintegração de posse de 25 escolas ocupadas pelo movimento. Até o fechamento da reportagem cinco escolas já haviam sido desocupadas. A saída dos estudantes aconteceu de forma pacifica e não foi necessário o uso da força policial.

As escolas desocupadas estão localizadas na região sul e na periferia de Curitiba. Os colégios estaduais desocupados foram: Professora Iara Bergmann, no Osternack, e Professora Etelvina Cordeiro Ribas, no Pinheirinho e Professor Guido Arzua, Professor Teobaldo Leonardo Letemberger e Flavio Ferreira da Luz, no Sitio Cercado. #Paraná #Eleições 2016