O presidente do Senado, #Renan Calheiros, resolveu ligar para Cármen Lúcia, presidente da Corte Suprema, nesta quinta-feira (27) e pediu desculpas pelas suas declarações feitas contra o Judiciário. Renan elogiou Cármen e disse que respeitava muito o seu trabalho e a admirava à frente do Judiciário. Ele pediu para que ministra entendesse que suas críticas foram apenas para defender o legislativo e não afrontar os juízes.

Toda essa polêmica aconteceu quando o peemedebista chamou o juiz de primeira instância, Vallisney de Souza Oliveira, de "juizeco". O juiz foi responsável por autorizar a prisão de quatro policiais do legislativo, que poderiam estar tentando "atrapalhar" a Operação Lava Jato.

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A operação foi chamada de Métis.

Nesta quinta (27), o ministro Teori Zavascki atendeu um pedido de Renan e suspendeu a Operação Métis. De acordo com Teori, a Operação deveria ter o aval do Supremo, coisa que não aconteceu, por se tratar de senadores que possuem foro privilegiado.

Reunião

Hoje (28), será a reunião no Itamaraty sobre segurança pública. Essa reunião foi marcada a pedido da presidente da Corte Cármen Lúcia como uma forma de elaborar planos conjuntos entre os três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, para buscar alternativas mais contundentes para a segurança pública. O presidente do Brasil, #Michel Temer, foi o responsável em organizar a reunião e convidar os membros.

No telefone, Renan tentou mostrar para a ministra que foi mal interpretado em suas declarações. Ele disse que não tinha objetivos de atacar o Judiciário, mas apenas, mostrar que a Operação Métis era ilegal.

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Maletas

As maletas antigrampo do Senado, apreendidas na Operação Métis, serão encaminhadas para o Supremo, por determinação do ministro Teori. Ricardo Lewandorwski e Teori são os dois ministros relatores das ações da operação.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, pediu ao Supremo que anule as medidas tomadas pela Polícia Federal e que o tribunal declare que somente o #STF pode autorizar ações dentro do Congresso Nacional.