Felipe Parente, executivo e advogado vinculado ao ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, aceitou o acordo de delação premiada com a Justiça e entregou um dos caciques mais importantes do #PMDB, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros. Conhecido como o "homem da mala", Parente, deu detalhes sobre o envolvimento do parlamentar, além de detalhar como eram realizadas as entregas de vantagens indevidas (propinas) ao senador alagoano.

O plano estratégico funcionava como se fosse um episódio de filmes das séries de investigação policial, ou seja, uma servidora do Senado comparecia regularmente em um dos hotéis da capital carioca, no dia e horário marcados.

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E, por incrível que pareça, sua identificação era confirmada por meio de uma espécie de 'senha', para que não levantasse suspeitas, pois, o código, permitia o sigilo total de seu verdadeiro nome. Logo após o reconhecimento, eram repassados envelopes, bolsas ou malas com quantia que variavam entre R$ 250 mil a 1 milhão de reais.

Pela descrição de Felipe, a farsa apresentava-se como uma organização perfeita, tanto que possibilitou a #Corrupção, por, pelo menos, uns 20 anos, sem que fossem descobertos, entretanto, quando alguém desconfiava, era imediatamente convidado a aceitar valores pelo silêncio. Desta forma, os repasses sempre alcançavam o patrocínio necessário, para financiar campanhas eleitorais de peemedebistas, entre outros propósitos.

Em uma publicação da revista "Veja", foi esclarecido que os pormenores da fortuna ilícita de Renan Calheiros foram exibidos de forma sigilosa, por meio de depoimentos à Procuradoria Geral da República (PGR), pelo colaborador Felipe Parente, que, por ventura, deverá trazer grande preocupação ao senador alagoano, uma vez que seja ratificada a veracidade dos fatos.

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Na última sexta-feira (21), o ministro da pasta da Justiça, Alexandre de Moraes, fez um breve comentário que causou polêmica entre Renan Calheiros. O episódio se deu em decorrência da prisão de alguns agentes da polícia legislativa do Senado Federal, que segundo acusações, envolveram-se com investigados da Operação Lava Jato.

Moraes, declarou que os policiais do Congresso extrapolaram a competência, no momento em que supostamente tentaram obstruir a Operação, realizando "varreduras antigrampo" em gabinetes e domicílios do ex-senador Sarney, os senadores Edson Lobão, Fernando Collor e Gleisi Hoffman. O acontecimento foi apaziguado pelo então presidente, Michel Temer.

 

  #Lava Jato