A capacidade de articulação do presidente Michel Temer já é conhecida desde os tempos em que ele presidia a Câmara dos Deputados, ainda no final dos anos 90 e começo dos anos 2000. E na primeira grande prova de apoio de sua base aliada, o peemedebista passou com louvor. Temer conseguiu a fidelidade de 92,7% dos deputados da base aliada que registraram presença na votação da Proposta de Emenda à Constituição 241 - PEC do teto de gastos. Dos 386 parlamentares que estavam presentes, 358 foram a favor da PEC enviada ao Congresso pelo Planalto.

Os partidos que apoiam #Michel Temer na Câmara dos Deputados representam 412 parlamentares, o total da Casa Legislativa é de 513.

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Se tomarmos como base o número total de deputados da base aliada de Temer, seu apoio na votação da PEC 241 foi de 86,9%. Mesmo se utilizarmos a base inteira, a capacidade de fidelizar os deputados aliados de Temer foi bem maior do que a da ex-presidente Dilma em seu segundo mandato. 

Apenas 27 deputados da base aliada votaram de forma contrária ou se abstiveram na votação que era considerada primordial pelo governo Temer. 26 foi o número de parlamentares que faltaram a sessão. O último para fechar o número de 412 é Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro, presidente da Câmara dos Deputador, que não voto por determinação do regimento interno da Casa Legislativa. 

Jantar

Uma das formas para tentar manter sua base aliada fiel foi oferecer um jantar para mais de 200 parlamentares na noite anterior a votação da PEC 241.

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O cerimonial contratado pelo Planalto informou que estiveram presentes 281 convidados, sendo 217 parlamentares.

Segundo reportagem produzida pela EXAME, após levantamento feito em buffets de Brasília, o jantar oferecido por Temer aos congressistas saiu, no mínimo, por R$ 50,9 mil. 

Porta aberta

Segundo o colunista do G1 e comentarista da GloboNews, Gerson Camarotti, o Planalto garantiu após o jantar oferecido por Temer a contagem de 365 votos favoráveis à PEC. No resultado final, a Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada por 366 votos, quase o número exato previsto.

O próprio colunista publicou uma frase de um interlocutor do Palácio do Planalto e postou em seu blog no G1 após o fim da votação para repercutir o resultado. 

"Impressionante a diferença do Temer para Dilma, e mesmo para o Lula", teria dito o interlocutor.

Segundo a fonte ouvida do Planalto, Dilma não conversava nem negociava com parlamentares. Já o ex-presidente Lula até que recebia os congressistas, porém, tinha sua "turma".

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Pelo que garantiu a fonte de Camarotti, Temer teria convidado até os parlamentares de oposição para o jantar de domingo, véspera da votação.

Veja como foram distribuídos os votos à favor da PEC pelos partidos:

PMDB - 64

PSDB - 47

PP - 41

PR - 37

PSD -34

DEM - 23

PSB - 22

PRB - 20

PTB - 14

SD - 12

PTN - 11

PHS - 7

PDT - 6

PSC - 6

PV - 6

PPS - 4

PROS - 4

PEN - 2

PSL - 2

PTdoB - 2

PMB - 1

PRP - 1

Veja como foram os votos ou abstenções dos partidos da base contrários à PEC:

PSB - 10

PPS - 3

PR - 3

Pros - 3

PP - 2

DEM - 1

PEN - 1

PMB - 1

PSD - 1

PTB - 1

SD - 1 #Pec241 #Dentro da política