O presidente #Michel Temer mantém a prudência e evita fazer projeções políticas para o Brasil. Novo condutor do país após a consumação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o peemedebista tem focado os seus esforços na recuperação econômica do país e não demonstra prioridade quanto às eleições presidenciais de 2018. Por mais de uma ocasião, falou que não pensa em reeleição.

Na Índia para participar da reunião da cúpula dos Brics, Temer foi questionado sobre uma eventual aliança entre o #PMDB e o #PSDB visando o pleito presidencial de daqui a dois anos. Ele negou veementemente a hipótese e salientou que esse tipo de debate só deve começar a ocorrer no final do ano que vem - mais perto, portanto, da eleição de 18.

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"Essas questões só vão poder começar a ser cogitadas a partir do final do ano que vem (...) Eu vi essas notícias em alguns jornais, mas posso assegurar que não há nada disso. Não se tem previsão desta espécie de aliança. Temos em nosso governo uma base aliada composta por mais de 20 partidas, é normal uma ou outra afirmação", salientou Michel Temer.

Os rumores de uma possível aliança entre PMDB e PSDB cresceram nessa semana, quando Michel Temer tomou a liberdade de convidar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para um almoço em Brasília. Nos dois mandatos de Lula e na gestão interrompida de Dilma Rousseff, FHC não teve quase nenhuma voz ou participação. Oficialmente, o encontro foi classificado como amistoso, sem caráter "administrativo".

"O que houve recentemente foi uma forte aproximação com todos os partidos da nossa base.

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Eles permitiram ao governo uma vitória muito significativa na PEC dos Gastos Públicos", explicou Temer, refutando a tese de alianças.

A PEC 241, mencionada por Temer, visa estabelecer um teto de gastos para os governos com o objetivo de reequilibrar as finanças do país. Nesta semana, ela foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados e irá ao segundo turno entre os dias 24 e 25. Fernando Henrique Cardoso, na reunião que teve com Temer, sinalizou que o mercado financeiro reagiu bem à proposta.

Quebra de sigilo

Temer também foi questionado sobre a quebra de sigilo bancário de três gráficas que prestaram serviços à chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014. A decisão foi do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), HermaN Benjamin. Precavido, o presidente se limitou a dizer que vai cumprir aquilo que a Justiça deliberar, mas entende que o processo ainda levará um longo tempo a ser concluído.

"Se depois de todos os recursos possíveis serem utilizados, o Judiciário decidir pelo afastamento da chapa que foi eleita, nós evidentemente iremos cumprir essa determinação", disse.

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Uma investigação do tribunal em agosto apontou que as gráficas Rede Seg e Editora, VTPB Serviços Gráficos e Focal Comunicação não apresentaram a documentação referente aos serviços pelos quais foram contratadas. "Há um longo caminho a ser percorrido. Eu acredito que isso ainda, penso eu, ter um longo curso de natureza pessoal", concluiu o presidente.