O presidente do Brasil, #Michel Temer, já planeja grandes mudanças no setor agrário. Um novo programa de reforma agrária esvaziará atuações dos movimentos sociais, que estão ligados ao partido dos Trabalhadores (PT). O objetivo deste programa é acelerar o benefício de títulos para assentados, mas com supervisão das prefeituras e não mais dos movimentos.

O Movimento Sem Terra (#MST) perderá o domínio sobre as concessões e os beneficiários poderão vender suas terras ou terem acessos aos recursos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).

O lançamento do programa está previsto para dia 22 de outubro deste ano, logo após o presidente voltar de uma viagem da Ásia. 

Já foi definido pelo governo a meta do projeto.

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Será entregue 753,933 títulos até 2018. No levantamento realizado pelo governo, na época que Fernando Henrique Cardoso era presidente, foram expedidos 62.196 documentos, isso no intervalo de 2 anos. Já com o governo do PT, foram necessários treze anos para ser expedido 22.729 títulos.

Estratégia 

Temer quer uma "nova cara" para a reforma agrária, diferente do Bolsa Família, que foi continuado sem ter grandes alterações. O Planalto comentou que o assentamento de terras tem que ser reorganizado e regularizado e as prefeituras serão as responsáveis pela distribuição dos assentamentos. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou inúmeras irregularidades nas concessões de terra. Tem servidores públicos beneficiados com lotes.

Revolta

Os movimentos sociais não gostaram do programa de Temer e começam a se revoltar.

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De acordo com os militantes, essas mudanças poderão causar um enfraquecimento dos assentamentos já existentes e aumento de nova concentração de terras. Segundo o coordenador nacional do MST, o plano de Temer será um retrocesso à reforma agrária. Conceição também disse, que até hoje, não viu nenhum problema em relação à distribuição de terras realizada pelo MST.

Esse programa de Temer é o segundo de grande impacto no setor agrário. Em maio, deste ano, ele extinguiu o Ministério de Desenvolvimento Agrário e transferiu todos os setores do ministério para a Casa-Civil. #ReformaAgrária