O ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara, #Eduardo Cunha, foi preso nesta quarta-feira (19), durante o período da tarde em Brasília, pela força-tarefa da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. A ordem partiu do juiz Sérgio Moro, que comanda a décima terceira Vara Criminal, a partir de Curitiba, no Paraná. No despacho que expediu mandado de prisão contra Eduardo Cunha, Moro destacou que o ex-presidente da Câmara tinha "habilidade em ocultar e dissimular propinas, com o intuito de que permanecesse incólume, com referência às contas secretas no exterior, que são atribuídas ao acusado, de modo que parte não está totalmente identificada ou sequestrada", ressaltou o juiz federal paranaense.

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O despacho contém cerca de 26 páginas que retratam os motivos da prisão preventiva para o ex-deputado do PMDB do Rio de Janeiro. A prisão preventiva, diferentemente da provisória, possui tempo de reclusão indeterminado, até que se faça a análise de todas as provas e evidências, para que se tenha uma decisão sobre o processo. Sérgio Moro apontou ainda que "ainda não se tornou possível delinear toda a dimensão de atividades que são consideradas delitivas do ex-deputado Eduardo Cosentino da Cunha, nem a localização do produto do crime em toda a sua extensão", concluiu Moro.

Cunha enigmático

Um dia antes de ser decretado o mandato de sua prisão, o ex-presidente da Câmara Federal  foi enigmático a respeito da possibilidade de ter que enfrentar a Justiça. Segundo Cunha, havia um intuito e disposição de delatar a todos os "traidores".

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Dessa forma, o ex-deputado fluminense se referia aos políticos que participaram de todos os esquemas de #Corrupção, que anteriormente, encontravam-se a seu lado, porém, depois que eclodiram os escândalos contra ele, passaram então, a abandoná-lo. Se Eduardo Cunha corresponder às expectativas e realmente decidir fazer cumprir o que dizia, poderá ainda nesta semana, em seu primeiro depoimento em Curitiba, entregar diversos dos seus desafetos políticos. Vale ressaltar que por ora, sua defesa nega que ele irá iniciar negociações para um acordo de delação premiada. As tratativas poderiam até mesmo, incluir ministros do governo Michel Temer e de ex-ministros da antecessora, Dilma Rousseff. #Lava Jato