Neste sábado (22), a edição da revista Veja publicou uma matéria sobre a prisão do candidato a prefeito da cidade do Rio de janeiro, Marcelo Crivella (PRB). De acordo com o inquérito policial, Crivella, com capangas armados, tentou desalojar à força, com ameaças, um pai e sua família de um terreno da Igreja Universal. Ao ser questionado, Crivella confirma o ato, mas ele nega que tenha feito ameaças. Afirmou que não foi preso, que somente foi à prisão para identificar-se. Ele acrescenta que a atitude foi desnecessária e que na época processou o delegado por abuso de poder. De acordo com a Veja, tal inquérito está escondido há 26 anos.

Em fotos divulgadas pela Veja, Crivella aparece em duas posições, de frente e de perfil.

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As fotos foram tiradas pelo 9ª DP (Catete) na década de 90. Na reportagem, a revista informa que Crivella passou o dia todo na prisão, mas foi liberado à noite com o compromisso de retornar no dia seguinte. Curiosamente, as 117 páginas do inquérito não estavam guardadas nos arquivos da 9ª DP, mas permaneceram escondidas na casa de Crivella. Ele só mostrou aos jornalistas quando foi confrontado com as fotos comprometedoras.

Motivo da prisão de Crivella

No inquérito diz que o fato se deu em uma rua no bairro de Laranjeiras, local onde havia um terreno adquirido pela Igreja Universal, que seria utilizado para construir mais um templo. Nessa época, Crivella era o engenheiro da Universal. A confusão começou quando ele foi até o local.

Houve diferentes versões sobre o ocorrido. Nilton Linhares, vigia, já falecido, era quem reivindicava a posse do terreno.

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No inquérito, o advogado de Nilton relata que Crivella, com seus auxiliares, mais homens armados, chegaram arrombando seu portão com um pé-de-cabra. Nilton disse, ainda, que os seguranças do senador ameaçaram ele, sua esposa e suas duas filhas. Neste momento foi que a polícia foi chamada.

Crivella confessa para os repórteres da Veja o ocorrido dizendo que “neste dia, eu estava revoltado, e assim que eu acordei, fui para lá com uns caminhões. Arrebentei acerca, entrei e comecei a tirar as coisas daquelas pessoas para fora e colocar nos caminhões. Havia 10 seguranças comigo. Mas fiz isso sem tocar nas pessoas”.

Até a tarde deste sábado (22), o candidato não deu sua versão oficial da prisão, mas postou um vídeo no Facebook explicando o fato. #Crime #Eleições 2016 #Política