No Rio de Janeiro, o elevado número de votos nulos e abstenções, registrados no segundo turno do pleito eleitoral, representa uma "espécie de distanciamento entre o eleitor e os políticos". Foi o que afirmou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, em entrevista coletiva, realizada na noite deste domingo (30), para comentar os resultados finais da eleição.

A capital fluminense obteve índices de abstenção e de votos nulos que superaram a média nacional: 26,85% e 15,9% respectivamente. Esses números somados representam uma votação maior que a recebida por Marcelo Freixo (PSOL), o segundo colocado na disputa pela prefeitura com 1,1 milhão de votos.

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Marcelo Crivella (PRB), o prefeito eleito, ganhou com 1,7 milhão de votos. Os votos brancos no município foram 149,8 mil.

Já os números nacionais registraram uma abstenção de 21,55% (7 milhões de eleitores) neste segundo turno, sendo que 25,8 milhões de eleitores (78,45% do total) compareceram às urnas, de um total de 32,9 milhões de pessoas aptas a votar.

Gilmar Mendes, no entanto, diz que apesar de não se dever desprezar estes índices, precisa-se também levar em consideração as imprecisões existentes no cadastro eleitoral, como por exemplo, os leitores que trocam de residência e não fizeram a atualização de seus dados cadastrais.

Escolas ocupadas

O presidente do TSE também informou que a Justiça Eleitoral utilizou cerca de 3 milhões de reais para transferir as seções eleitorais que se localizavam nas escolas públicas ocupadas por estudantes, no estado do Paraná, como forma de protesto contra alterações na estrutura do ensino médio.

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700 mil eleitores foram deslocados de sessão em Curitiba, por exemplo.

Números

O segundo turno foi realizado em 57 cidades de 20 estados do país, utilizando-se 90.532 urnas eletrônicas. Cada voto do eleitor, neste segundo turno, custou em torno de 4,50 reais aos cofres públicos. Os gastos totais, somados o primeiro e do segundo turno, foram de cerca de 650 milhões de reais.

Com informações da Agência Brasil. #Eleições #Eleições 2016