O que faz um presidente da Câmara? Qual é o papel dele diante da pauta aprovada no Congresso na madrugada desta quarta-feira (30), que modifica a proposta das 10 medidas contra a #Corrupção elaborada pelo Ministério Público?

Criticado pela população, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), Presidente da Casa, resolveu se manifestar no Facebook para dizer que não tem culpa na aprovação das alterações que transformaram a pauta principal para aliviar crimes políticos.

Na nota postada, Maia se isenta da responsabilidade sobre o resultado, pois, como presidente da Câmara dos Deputados, ele não pode nem ao menos votar na pauta.

Sua única ação, segundo ele, foi colocar o projeto para ser votado.

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"Assumi o compromisso de colocar o projeto em votação até o dia 9 de dezembro. Cumpri. Agora, não compete ao presidente da Casa, que nem mesmo vota, a responsabilidade pelo resultado da votação de qualquer projeto aprovado na Casa", disse ele.

Maia ainda fiz que tudo aconteceu de forma transparente. "O projeto das 10 medidas contra a corrupção, aprovado ontem, foi analisado de forma transparente, as votações foram feitas de forma nominal, cada deputado votou de acordo com suas convicções", afirmou.

O que foi votado sobre as 10 medidas?

O texto votado estava sem o tão criticado ponto sobre a anistia ao caixa dois, como garantiu o presidente Michel Temer, na semana passada.

Porém, o texto das 10 Medidas Contra a Corrupção terminou com 12 ações, e não mais dez, e com medidas que punem até os juízes.

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A emenda em questão pode colocar em risco as investigações da #Lava Jato por conta da emenda apresentada pelo PDT e diz que juízes e promotores poderão responder por crime em caso de abuso de autoridade.

O procurador da República Deltan Dallagnol, um dos atores das dez medidas, se manifestou pelas redes sociais contra as alterações aprovadas na Câmara e, mais tarde, se manifestou dizendo que os promotores poderão pedir exoneração caso a proposta seja aprovada no Senado e, depois, sancionada pelo Presidente.

O texto seguiu para o Senado e quase foi votado no plenário nesta quarta. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou colocar a pauta em votação em caráter de urgência, porém os senadores rejeitaram a urgência e seguiram com as votações que já estavam agendadas. #Política