Em menos de 24 horas da morte do ex-presidente e ditador cubano, #Fidel Castro, o mundo se pegou em uma profunda reflexão sobre os rumos da política. Embora não exista uma direita ou esquerda pura, seja no Brasil ou no mundo, o fim de Fidel enfraquece ainda mais os políticos e partidos que o tinham como mestre.

A morte de Fidel, entretanto, não muda o regime político de Cuba (o socialismo e não o comunismo, como muita gente pensa), pois o seu irmão, Raúl Castro, é o presidente de Cuba, desde o afastamento de Fidel e permanecerá no cargo por tempo indeterminado. O clima em Cuba, aliás, é de tranquilidade. Importantes meios de comunicação de todo o mundo informam que em Havana, as pessoas continuam trabalhando e caminhando pelas ruas normalmente, embora comentários sobre as possíveis consequências da morte de Fidel sejam inevitáveis em comércios e grupos de amigos.

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A repercussão da morte de Fidel é muito maior, internacionalmente. Em Miami, existe um distrito chamado Little Havana, onde vivem apenas cubanos e filhos de cubanos, nascidos na ilha caribenha de Miami. No local, logo que uma TV americana anunciou a morte de Fidel, na madrugada desse sábado, 26, milhares de pessoas foram para as ruas comemorar. Os cubanos do local fugiram do duro regime socialista de Cuba entre os anos 70 e 80 e se instalaram no distrito capitalista para seguir com suas respectivas vidas e carreiras.

No Brasil, líderes de movimentos sociais, partidos políticos e parlamentares lamentaram a morte de Fidel. A notícia surge em uma época que a esquerda tem perdido força na política populista nacional.

Embora em 2016, o Partido Comunista do Brasil tenha ganhado muita força no país por conta das coligações, muitas feitas com partidos que já se colocaram como “oposição direitista”, como o PSDB e o DEM, essas ideologias que contam com Fidel como um dos seus mestres, não possuem mais força para convencer os votos da maioria da população, se limitando em grupos específicos.

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O mesmo vale para PSOL, PT e aliados, pois as crenças e objetivos são os mesmos.

Outros países também passam por um clima de revolta popular quanto a política, onde a maior parte da população cansou de políticos de esquerda, embora nem sempre concordem plenamente com aqueles que se dizem de direita.

O respeito x o apoio

Na manhã desse sábado, 26, muitos brasileiros usaram a internet para acusar Michel Temer, Peña Nieto e dezenas de outros chefes de Estado de estarem se unindo com o comunismo ao lamentarem a morte de Fidel. Por conta disso, merece esclarecimento de que Cuba é socialista, não comunista, embora o comunismo seja o objetivo de todo sistema socialista, não existe nenhum país no mundo que possua esse regime.

Quanto a nota de lamentação oficial, a mesma não se trata de apoio ao socialismo, ao passado de Castro ou mudança de visão política, mas tem a ver com uma questão diplomática de respeito ao próximo, e os políticos, por serem representantes de seus respectivos países no exterior, precisam manter uma boa relação.

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Esse comportamento é meramente cordial e sua manifestação pública é discricionária de cada um, podendo apenas fazê-la particularmente, se desejar. É similar aos parabéns dados para uma seleção que ganhe a Copa do Mundo ou para um atleta que se destaque nas Olimpíadas, ainda que essa seleção e esse atleta não represente o país do chefe de Estado que os parabeniza.

As cinzas de Fidel passarão por todo o país no decorrer dessa semana e serão enterradas no próximo domingo, 4. Raúl decretou 9 dias de luto oficial em Cuba. #Crise Política #Governo