Em um apartamento de 70 metros quadrados no primeiro piso e outros 50 metros no piso superior, com móveis amontoados  e uma estante de três metros de largura, cheia de livros, mais um sofá para ler e relaxar, é possível encontrar uma mulher que viveu momentos turbulentos para se manter no poder.

Hoje, mais serena, mas não menos descuidada com sua saúde, pois segue firme com as atividades físicas, vive a ex-presidente #Dilma Rousseff, 68 anos, em Porto Alegre (RS). Ela contou em uma entrevista à Folha, no dia 21 de outubro, que gostaria de escrever um romance policial, o tipo de leitura que mais aprecia (ela tem uma coleção desse tipo de literatura em sua biblioteca).

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Como em Brasília, nos tempos do poder, Dilma Rousseff mantém um espaço de cerca de dois metros quadrados para fazer seus exercícios diários. A prática de exercícios é solitária, pelo menos quando faz seus alongamentos, mas quando sai para rodar de bicicleta pelo bairro, está sempre acompanhada por dois seguranças. Talvez não expresse hoje o sentimento da ex-presidente, mas o nome do bairro onde mora na capital gaúcha é “Tristeza”.

O ciclismo trouxe alguns problemas para sua saúde, como uma LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Isso pelo fato de andar muito sobre duas rodas, o que aumentou na época em que comandava o país direto de Brasília. Apesar do problema, ela afirmou que não pretende parar de pedalar. A palavra “pedalada” não traz boas recordações para Dilma, tanto na #Política quanto na saúde, mas ela aparenta estar feliz, mesmo morando em Tristeza. 

Consegue manter o bom humor em todas as situações, dando sinal de que está mais leve.

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Não só nos campos da emoção, mas a ex-presidente também segue leve fisicamente, pois não ganhou nenhum quilo a mais depois que deixou a presidência, após o processo de impeachment. Sua vida parece ser simples e desapegada, depois que tirou o peso de comandar um grande país, em extensão e em problemas.

O tamanho da nova casa não se compara em nada com o Palácio da Alvorada, mas para ela isso não faz diferença. Na entrevista ao jornal, ela contou que o ex-presidente Lula questionou por que ela precisaria de um lugar grande. Sugeriu para que ficasse em um lugar pequeno. Assim como nos tempos da presidência, Lula não perdeu o hábito de dar “pitacos” na vida de Dilma Rousseff.

Ela contou que está bem, apesar de viver sozinha. Nos fins de semana, sempre recebe a visita do ex-marido Carlos Araújo e dos dois netos, além de alguns amigos. A vida social não é uma das prioridades da primeira mulher que comandou o #Brasil, pois disse que não vai ao teatro e ao cinema, o que segundo ela, deveria ter feito muito quando era presidente.

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Ela também prefere não sair para almoçar ou jantar fora.

Embora não fale de política – talvez isso esteja fora de seus planos – Dilma mostra grande preocupação com uma onda conservadora que se espalha pelo país. Prefere viver os momentos de paz que conquistou depois de sair da presidência, porque agora os holofotes não se voltam mais para ela e o noticiário deixou de “espancá-la” em suas manchetes após sair do caminho daqueles que pleiteiam o poder. Agora Dilma é mais uma no meio de uma multidão de de 200 milhões de pessoas. Ela está bem. Voltou para casa, para a “querência amada”, com a sensação de que fez o que podia fazer.