Nesta segunda-feira (14), a defesa do ex-presidente #Lula questionou, novamente, a possibilidade do juiz federal Sérgio Moro, comandante da Operação #Lava Jato, requerer, junto à Presidência da República, os documentos que demonstram a veracidade dos fatos, em que o petista cumpriu 84 missões em caráter empresarial no decorrer do seu mandato, entre os anos de 2003 a 2010.

No mesmo requerimento, a defesa ainda pediu que fosse postulado ao Congresso Nacional a enumeração de todas as normas protocoladas pela Presidência da República, durante o seu Governo. Exigiram também as emendas que foram propostas pelos parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT), com a confirmação de todo o quórum que participou das votações e, por último, o relatório de "tomada de contas e de auditorias", realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), na Petrobras.

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Mesmo com a quantidade de requerimentos e em decorrência do pedido de Moro para que as missões declaradas pelo ex-presidente fossem explicitadas com transparência e precisão, não foram citadas pelos advogados de Lula, nada que pudesse revelar as novas estratégias do petista.

As informações são de autoria do site de notícias "Notícias ao minuto", em que se revelou o teor do pedido pela 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná. Eis que: "Frise-se ao afirmar que tais missões não constituem objeto da denúncia", a defesa pediu que considerassem a relevância das missões presidenciais, uma vez que foi o petista foi acusado de forma "leviana". Afirmando ainda que há perfeita conexão dos fatos ao "objeto da denúncia", afirmaram os advogados.

A argumentação se deu em virtude da ação penal em que o ex-presidente é suspeito de receber R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas (propinas), da empreiteira OAS, empresa catalogada no rol investigativo da Lava Jato.

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A primeira contestação ocorreu no mês passado e a defesa do petista, resolveu solicitar novamente ao juiz Moro que exija por intermédio de despacho a manifestação do Palácio do Planalto.

Provavelmente, nos próximos dias, tomaremos conhecimento da decisão do juiz e, se por ventura não for favorável ao ex-presidente, seja lá qual for a tática da defesa, um novo conjunto probatório deverá ser alcançado. #Sergio Moro