Ânimos alterados e muito 'bate boca' foram alguns dos registros apresentados na primeira audiência em desfavor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba. O comando ficou a cargo do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela operação #Lava Jato no país.

Entenda o ocorrido

Aconteceu nesta segunda-feira (21), o primeiro encontro entre advogados de defesa de #Lula, testemunhas arroladas pelo petista e claro, o então juiz Sergio Moro. Para a primeira audiência da Lava Jato em que Lula e Marisa Letícia se tornaram réis, Moro achou por bem dispensá-los, uma vez que somente após ouvir todas as testemunhas os dois serão interrogados.

Publicidade
Publicidade

O documento para a dispensa do ex-presidente e sua esposa foi protocolado pela defesa do petista nesta segunda-feira (21).

Dado o início da audiência, o clima começou a esquentar. Advogados de defesa do ex-presidente Lula não se calavam e utilizavam a tática de não permitirem que as testemunhas ficassem tranquilas, além de impedirem o raciocínio do Ministério Público Federal (MPF), na formulação de perguntas, revelou a publicação do site de notícias "G1".

A situação agravou-se quando chegou à vez do ex-senador cassado, Delcídio do Amaral, o qual foi interrompido por pelo menos cinco vezes antes de sua conclusão. A defesa de Lula chegou a questionar, com tom elevado, "o juiz não é o dono do processo", referindo-se a Moro.

Logo em seguida, o juiz retrucou firmemente: "a defesa está tumultuando a audiência".

Publicidade

O juiz argumentou ainda que os advogados levantam "questão de ordem atrás de questão de ordem, não permitindo que o Ministério Público produza prova", afirmou a reportagem.

Por fim, a defesa de Lula se referiu à cidade de Curitiba e o Paraná como uma "região agrícola do país", recomendando então um "provincianismo", tanto na cidade, quanto no estado. Acredita-se que as próximas ocorrências sejam apenas de cunho profissional, ou seja, sem gracejo. Os próximos encontros, ainda para ouvir as testemunhas, estão marcados para os dias 23 e 25 desse mês.

#Sergio Moro