Um áudio vazado em grupos do WhatsApp mostra o desespero do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR), que diz temer pela própria vida. Em um momento do áudio, onde conversa com um policial, o político diz que tem uma reunião marcada com o procurador da República, Rodrigo Janot, para entregar "o resto da quadrilha", sem dar detalhes. Ele ainda diz que poderá ser morto no presídio de Bangu por traficantes que ele mesmo prendeu quando era governador. O ex-governador Sérgio Cabral também está preso em Bangu.

A família mostrou desespero durante a transferência de Garotinho, na noite de quinta-feira (17), conforme mostrados em vídeos que circularam pela internet.

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O ex-governador, que estava internado no Hospital Souza Aguiar, teve sua transferência determinada pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, que também determinou sua prisão. Ele resistiu o quanto pode ao ser informado pelos agentes federais sobre sua transferência naquele momento para Bangu.

Na conversa com o policial, o ex-governador conta que, além de um líder de uma facção criminosa, existe um “monte de presos” que ele botou na cadeia. “Estão doidos para me levar para lá para me matar”, diz Garotinho em um trecho do áudio. Em outro ponto da gravação, o policial diz que ele será transferido porque é preciso cumprir uma ordem judicial, ao que o ex-governador responde que “me matar é uma decisão sua”.

A mulher, Rosinha Garotinho, que é governadora de Campos, e a filha, a deputada federal Clarissa Garotinho, acompanhavam o pai no momento da transferência.

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Ambas imploravam aos agentes para que não levassem o ex-governador, devido ao seu delicado estado de saúde. Clarissa Garotinho repetiu várias vezes que o pai não é “bandido”.

Garotinho é transferido para hospital, por determinação do TSE

Na tarde desta sexta-feira (18), através de uma determinação da ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luciana Lóssio, o ex-governador Anthony Garotinho foi transferido do Complexo Penitenciário de Bangu para um hospital. Preso pela #Polícia Federal, Garotinho é acusado de fazer uso indevido de programas sociais para comprar votos nas eleições municipais deste ano. #Política #Lava Jato