Os últimos dias têm sido muito agitados para os dois ex-governadores do estado do estado do #Rio de Janeiro. Anthony Garotinho e Sérgio Cabral (adversários políticos), a partir de agora, irão dividir o mesmo complexo prisional, eles irão para Gericinó, em Bangu. E no final da noite dessa quinta-feira (17), mesmo “berrando” e “esperneando”, o ex-governador, Anthony Garotinho foi levado ao complexo de Bangu, onde o seu “adversário” já está instalado.

Garotinho estava internado no hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio desde a quarta-feira (16), após passar mal quando prestava depoimento na Superintendência da #Polícia Federal.

Publicidade
Publicidade

Saída do hospital

Reclamando muito, Garotinho deu trabalho aos agentes a Polícia Federal que cumpriam a ordem de retirá-lo do hospital.

“Vocês estão de sacanagem. Querem me matar p...!” “Me soltem, me soltem, eu sou um homem infartado!”, gritava o ex-governador já com a voz rouca, enquanto os policiais seguravam braços e pernas tentando colocá-lo na ambulância.

Ao lado do político, sua mulher, Rosinha Garotinho (prefeita de Campos) e sua filha, Clarissa Garotinho (deputada federal). Ambas também gritavam para que os policiais federais tivessem respeito porque Garotinho “era um homem infartado”.

Em um dado momento, Rosinha gritou:

“Meu marido não é ladrão. Quero ir com ele. Eu quero ir com ele”.

Do lado de fora, diversas pessoas acompanhavam o desespero de Garotinho e a agonia dos policiais.

Publicidade

Ao final da operação, algumas pessoas comemoraram a saída do ex-governador do hospital com gritos.

Assista o esforço dos policiais em retirar Garotinho do hospital no vídeo abaixo.

Irritação dos policiais

A estadia de Anthony Garotinho no Hospital Souza Aguiar irritou o comando da Polícia Federal, pois de acordo com reportagem publicada no jornal “O Globo”, os médico do Souza Aguiar agendaram para a segunda-feira (21) um exame no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, sem que houvesse um prévio aviso à Polícia Federal. A intenção dos médicos era a de fazer exames para verificar se Garotinho estava com algum tipo de interrupção na artéria.

O delegado Paulo Cassiano (responsável pela operação) afirmou que a atitude tomada pelo hospital está sob suspeita, já que não houve um prévio aviso à PF.

“Ele é um preso e está sob escolta e os exames foram marcados em outro estabelecimento hospitalar”, disse Cassiano ao jornal “O Globo”.

A Secretaria de Saúde ainda não se pronunciou sobre o caso. #Corrupção