Juliano Duarte Campos, prefeito de Governador Celso Ramos (SC), causou polêmica ao discutir em rede social com um morador do município de Biguaçu, que contestou a possível tarifa de entrada de turistas na cidade da Grande Florianópolis.

O debate começou quando o morador opinou que caso a taxa fosse implantada, a praia poderia ficar vazia, como em outras estações do ano, e que isso representaria um retrocesso. O prefeito parece não ter gostado muito do comentário e rebateu dizendo que se Biguaçu tem belas praias, seus moradores podem usufruir delas.

Dentre os quase 300 comentários tiveram outras críticas e Juliano rebateu informando que a cidade não precisa de farofeiros e complementou dizendo que o turismo necessário é o de qualidade e não o de quantidade.

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Em entrevista à RBS TV, o prefeito de Governador Celso Ramos pontuou que farofeiros são pessoas que trazem seus pertences, sujam o local e não limpam. Além disso, ele compartilhou nesta sexta-feira (4) uma imagem com diversas pessoas na praia colocando peixe na brasa, empurrando o carro na água do mar e outras ações feitas em litorais, com a legenda que pedia que isso não ocorresse mais em praias da região.

Sobre o projeto

O projeto de lei para implantação de taxa para entrada de turistas na cidade da Grande Florianópolis está em tramitação na Câmara de Vereadores de Governador Celso Ramos. Caso seja aprovada, a taxa será de R$ 10 a R$ 150, dependendo do veículo, e será cobrada durante o ano todo, distintamente de Bombinhas, que se localiza também na zona litorânea de Santa Catarina e cobra taxa apenas no verão – Taxa de Preservação Ambiental (TPA).

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O controle será feito por meio de câmeras de monitoramento instaladas e estruturas de cobrança nas duas entradas da cidade. Moradores e veículos que abastecem a cidade não irão pagar o valor. Juliano explicou que o pagamento poderá ser feito no mesmo dia ou posteriormente por meio de comunicado que será enviado à residência da pessoa.

Trâmite do projeto

A protocolização do projeto ocorreu no dia 24 de outubro e terá de passar primeiramente pela Comissão de Constituição e Justiça, e posteriormente para a de Finanças, e só então irá para votação dos vereadores.

#Política #Governo #Eleições