Se por um lado o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) cresceu nas últimas eleições, sobretudo ao decidir se coligar com siglas como DEM (Democratas) e PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), em diversos municípios, por outro o #PT viu o número de filiados e de candidatos eleitos, despencarem.

O número de políticos eleitos do partido é muito baixo e dirigentes da sigla já se reúnem para tomar alguma providência que faça o partido voltar a ser popular. A coluna Painel, da Folha de S. Paulo, informou nessa quinta-feira, 3, que o PT está se decidindo para lançar politicamente o ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, o ex-ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, o ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, o ex-ministro-chefe da secretaria do governo, Ricardo Berzoini e o ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho.

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A sigla ainda não definiu os eventuais cargos que os políticos devem ser lançados, mas a maior parte deles devem ser candidatos aos cargos de deputado federal. Antes das #Eleições, houve uma discussão sobre a possibilidade de colocar José Eduardo Cardozo como candidato a governador do estado de São Paulo.

Se a hipótese se confirmar, Cardozo não terá uma batalha fácil, já que a maioria dos paulistas não aprova governos de esquerda. O PT e seus aliados possuem boa imagem nas periferias, entre os jovens e migrantes de outros estados que se mudam para São Paulo, mas não seria o bastante para bater de frente com o candidato que deve ser apoiado por João Doria e Geraldo Alckmin.

As apostas do PT devem almejar uma eleição com o maior número de deputados federais eleitos, ainda que não consigam muitos governos pelo país.

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Isso porque o fundo partidário tinha recebido pela sigla, até setembro, R$ 73,5 milhões. Ainda que seja um dos três maiores repasses do Brasil, se não eleger mais parlamentares, o valor irá cair e a sigla irá encolher ainda mais, possuindo dificuldades para retomar o populismo que o colocou no poder.

Os líderes mais pessimistas, tanto do PT, quando de outras siglas aliadas, como PSOL e PCdoB, acreditam que o número de parlamentares dessa bancada diminua em 50% nas próximas eleições. #Câmara dos Deputados