Carlos #bolsonaro (#PSC/ RJ), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/ RJ), se envolveu em uma grande polêmica nesta semana. Um Projeto de Lei da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro (1442/15), de autoria do vereador João Cabral, repercutiu negativamente entre os cidadãos cariocas, já que propunha salário vitalício de 15 mil reais como uma "compensação" a funcionários públicos que exercessem o cargo de vereador por três legislaturas consecutivas ou entre 16 anos. No PL, constavam mais de 30 vereadores como coautores, dentre os quais Carlos Bolsonaro.

Contudo, ao contrário de vereadores que atribuíram a inclusão de seus nomes como coautores a erros de interpretação ou mesmo má-fé do autor João Cabral, Carlos Bolsonaro demonstrou conhecimento sobre o teor do projeto, justificando que a assinatura teria por finalidade apenas "transformar o parlamentar em apoiador da discussão", além de ter deixado a entender que votaria contra o projeto apenas por causa da repercussão que o mesmo alcançou perante a sociedade civil, em publicação em sua página do Facebook no dia 31 de outubro:

"Diante da atual crise e sempre disposto a aprender e evoluir ao ser questionado, ADIANTO MEU VOTO CONTRA! Um grande abraço, CB!"

No entanto, ao invés de apaziguar as críticas, a declaração gerou ainda mais descontentamento entre parte dos seus eleitores, que continuaram a questionar a coautoria deliberada do vereador ao projeto.

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Curiosamente, Carlos Bolsonaro enviou um ofício ao vereador Jorge Felipe, no dia 1º de novembro, solicitando que o projeto fosse "republicado de forma que a minha assinatura seja devidamente interpretada como de apoiamento e não como significativa de coautoridade de matéria".

Diante da imprecisão de suas justificativas e da permanência das críticas por seus próprios seguidores, Carlos compartilhou um vídeo de Jair Bolsonaro, no qual este, dentre outros assuntos, tentava defender o filho das críticas, que aparece atrás do deputado no vídeo.

O efeito da publicação mais uma vez se mostrou contrário: além de não convencer os críticos, Carlos Bolsonaro virou alvo de piadas e memes por ter recorrido ao seu pai para tentar justificar uma de suas atitudes como vereador. Um seguidor do vereador comentou na publicação: "- Te orienta, moleque.

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Quis enfiar mais essa na conta do povo, quando deu m****, voltou atrás e agora chama o mito pra limpar tua imagem". Outro seguidor alertou: "-Sou um apoiador de vocês, mas essa coisa de fazer vídeo com seu pai pra ''explicar'' algo feito por você, soa sim como ''chamar o pai para te defender'', faça vídeo sozinho, explique-se sozinho, não permita que seu pai venha explicar suas ações".

Sucessão de críticas

Este episódio se soma às polêmicas das últimas semanas, nas quais a família Bolsonaro vem se envolvendo. Na segunda semana de outubro, Jair Bolsonaro foi duramente criticado por seus eleitores por ter votado a favor da PEC 241; a revolta foi mais relevante pelo fato de o próprio deputado ter publicado vídeo afirmando que votaria contra a PEC, dias antes da votação, e ter respondido a críticos que "não os representava". Jair Bolsonaro também ganhou repercussão negativa após declarar apoio às vaquejadas. As eleições também geraram controvérsia à família: após Flávio Bolsonaro perder no primeiro turno da eleição para a Prefeitura do Rio, Jair Bolsonaro e seu filho iniciaram uma intensa campanha difamatória contra o PSOL e Marcelo Freixo, contando inclusive com o apoio a vídeos editados de debates anteriores e com ataques gratuitos, como a ocasião na qual Carlos Bolsonaro criticou Tarcísio Motta (segundo candidato com mais votos a vereador no Rio), utilizando uma fantasia de carnaval como argumento.

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#pec 241