A tentativa de votar a anistia ao caixa 2 na Câmara tem colocado dois desafetos políticos do mesmo lado: Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Jean Wyllys (PSOL-RJ). Os parlamentares, que já protagonizaram diversas discussões públicas, estão do mesmo lado nesse assunto. Ambos são contrários à aprovação da anistia ao caixa dois, projeto que pode librar a maioria dos alvos da Operação #Lava Jato. "Nesta próxima terça-feira, para o bem e a pedido da população brasileira: #AnistiaCaixa2NAO", escreveu Bolsonaro em seu Twitter. Foi também pelo microblog que Jean Wyllys se pronunciou sobre o fato: "REPITO: a maioria dos partidos não quer votação nominal. Não querem que você saiba quem votou a favor da anistia.

Publicidade
Publicidade

#AnistiaCaixa2NAO".

Se os dois deputados divergem sobre diversos assuntos, no caso dessa medida que visa proteger políticos que praticam o caixa 2, eles possuem a mesma posição.

Pelo fim da corrupção no Brasil, a ideia é impedir que a prática de usar dinheiro não declarado em campanhas eleitorais tenha uma punição ainda mais severa.

Mas muitos parlamentares estão com medo e querem votar pela a emenda separadamente, para impedir que o caixa 2 seja criminalizado. Pela Lava Jato, ficou provado que o dinheiro de caixa 2 vinha de recursos desviados da Petrobras, através das empreiteiras. Ela recebiam o valor da estatal e repassavam como forma de doação para campanhas ou atividades partidárias.

Entenda a anistia ao caixa 2

Foi adiada, nesta quinta-feira (24), a votação da medida que abre margem para livrar muitos alvos da Operação Lava Jato.

Publicidade

A anistia ao caixa 2 será votada na próxima terça-feira. A ideia é que ela seja aprovada antes que a Câmara decida pela aprovação do pacote das medidas propostas pelo Ministério Público, contra a corrupção. Muitos parlamentares se colocaram a favor da medida que anistiaria ao caixa 2, prática condenável que é utilizada por muitos. Mas, por outro lado, temos parlamentares como Bolsonaro e Wyllys que são contra a aprovação de tal medida, o que impediria que os políticos que realizam essa prática condenável (de caixa 2) continuem exercendo seus direitos políticos. #Casos de polícia