O ex-governador do Rio de Janeiro foi submetido aos padrões adotados pelos presidiários da unidade do complexo penitenciário de Bangu 8. Cabral passou por uma mudança radical ao raspar a cabeça e fazer uso das vestimentas do local. Também foi surpreendido ao ser avisado do tradicional pãozinho com manteiga e leite com café, para suas refeições matinais, diferentemente da mesa farta a qual estava acostumado.

Entenda o ocorrido

Sérgio Cabral (#PMDB-RJ) foi preso na manhã desta quinta-feira (17), em decorrência de um desdobramento da Lava Jato. A operação foi batizada pelo nome de Calicute e faz parte das investigações da Polícia Federal (PF) em comunhão com o Ministério Público Federal (MPF).

Publicidade
Publicidade

O peemedebista encontra-se em uma cela com mais cinco suspeitos de participarem da mesma organização criminosa da qual Cabral é acusado.

O ex-governador foi acusado de participação em desvios de obras públicas no Rio de Janeiro. Sua esposa, Adriana Ancelmo, também entrou para a lista dos investigados e foi conduzida coercivamente, ou seja, foi encaminhada de forma obrigatória pelos policiais para depoimento pessoal. Adriana é acusada de usufruir de benefícios oriundos de fraude criminosa. Estima-se que Cabral quando ainda governador, tenha desviado um valor superior a R$ 220 milhões, informou o site de notícias "G1".

Ao se instalar no Presidio do Centro Penitenciário de Gericinó, em Bangu 8, na zona oeste da capital. Cabral foi obrigado a trocar de roupas e adotar o perfil dos presidiários que ali estão, ou seja, raspar os cabelos, usar as vestimentas adequadas e aceitar a mesma alimentação servida no café da manhã, igual aos integrantes da unidade.

Publicidade

Com relação as outras refeições, como o almoço e o jantar, foi oferecido um carboidrato (arroz ou macarrão), carnes branca ou vermelha, feijão, farinha, legumes ou saladas com direito a sobremesa e sucos. Em outro lanche, o pãozinho com manteiga novamente, ou bolo com refrigerante.

A reportagem ressaltou que o MPF atribuiu, de forma clara e precisa, ao ex-governador carioca a função de mentor da "organização criminosa", em que recebeu aproximadamente R$ 2,7 milhões em 'dinheiro vivo', repassados pela construtora investigada na Lava Jato, Andrade Gutierrez, oriundos de contratos firmados para obras no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). #Lava Jato #Corrupção