Pivô da maior #Crise do governo Temer até o momento, o ex-ministro da Cultura, #Marcelo Calero, concedeu entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, neste domingo, 27, e admitiu que gravou uma conversa que teve com o presidente #Michel Temer. No entanto, ele garante que a gravação foi feita em uma ligação telefônica e não em um contato presencial.

Calero pediu demissão do cargo no último dia 18 após alegar "pressão" de Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo. Segundo o ex-titular da pasta da Cultura, Geddel o pressionava pedindo a liberação de um empreendimento imobiliário de Salvador (BA) subordinado ao MinC.

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A informação de que Lima possuía um apartamento no local foi rapidamente divulgada.

Contudo, Calero garante que a gravação feita no telefonema com Temer não trata do polêmico caso. Ao Fantástico, ele disse que o assunto tratado com o presidente foi "protocolar".

"Fiz, sim, algumas gravações telefônicas, isto é, com pessoas que me ligaram. Existe uma gravação com o presidente, mas se trata de uma gravação extremamente burocrática. Fiz questão que essa conversa fosse protocolar, porque tratamos da minha demissão. Evitei induzir o presidente a entrar em qualquer tema que pudesse surgir alguma prova contra si", disse Calero.

Em entrevista coletiva neste domingo, Temer criticou bastante a postura de Calero em ter gravado a conversa. O presidente chamou de "indigno" o fato do ex-ministro ter feito uma gravação com o presidente da República.

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Sobre a crise com Geddel, Calero e o empreendimento na Bahia, Temer garantiu que agiu apenas no sentido de "arbitrar conflitos", sem ter exercido qualquer tipo de pressão.