A situação no Rio de Janeiro, mais especificamente na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (#ALERJ), ficou um “caos” no começo da tarde dessa terça-feira (8). Milhares de servidores da área de segurança pública (policiais, agentes, delegados, peritos papiloscopistas) invadiram a Alerj e destruíram vários móveis, quebraram janelas, portas e subiram na mesas e cadeiras da Assembleia. Segundo informações da Polícia Militar, no auge dos protestos, cerca de 10 mil pessoas gritavam cânticos de ordem e de repulsa ao governo do estado.

O governo Luiz Fernando de Souza (Pezão) está acuado e sem saber como conter a #Manifestação dos servidores públicos.

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Toda a revolta instaurada entre os servidores foi ocasionada após a divulgação de um pacote de austeridade divulgado na última sexta-feira (4), por Pezão, visando equilibrar as finanças do estado. Os manifestantes apelidaram o pacote de “pacote de maldades” e exigem que seja discutido as novas medidas.

Na parte da manhã, manifestantes tentaram invadir o prédio da Alerj pelos fundos, porém, o Batalhão de Choque conseguiu conter o avanço das milhares de pessoas. No período da tarde, a história foi outra, e os manifestantes visivelmente revoltados obtiveram êxito na #invasão, sitiaram e dominaram as dependências do prédio público.

Manifestantes armados

De acordo com informação divulgada no site G1, o deputado Paulo Melo (PMDB) foi ameaçado por manifestantes, que, segundo ele, estavam armados.

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“O clima ficou muito quente, como são policiais, havia muitas pessoas armadas. Alguns me abordaram de forma educada, mas outros foram muito agressivos”.

O deputado ainda afirmou que um manifestante “cheirando álcool” começou a gritar enquanto ele concedia entrevista a jornalistas presentes no local. Ele negou qualquer tipo de agressão.

Além do governador, outro alvo dos manifestantes era o deputado Jorge Picciani (PMDB), que se declarou favorável ao pacote de austeridade.

Assista a um vídeo do momento em que os manifestantes invadiram a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Medidas

Em sua totalidade, 22 projetos de lei foram enviados para posterior votação e aprovação da Alerj. Entre as medidas, uma muito polêmica, que sugere que haja um desconto previdenciário de 11 a 14% na folha dos aposentados (somente aqueles que recebem menos de R$ 5.189).