O juiz federal Sérgio Moro, principal responsável por julgar as ações da Operação #Lava Jato na primeira instância, aprovou na segunda-feira (07), o pedido feito pela defesa do ex-deputado federal Eduardo Cunha para que o ex-parlamentar tivesse como testemunhas de defesa, o atual presidente Michel Temer e o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva.

Moro afirma que Michel Temer poderá decidir entre ser ouvido em uma audiência ou responder os questionamentos do tribunal por escrito, conforme autoriza o Código Processual Penal em seu Artigo 221, onde está previsto que o presidente da República, assim como, outras autoridades podem optar por marcar a audiência com antecedência ou responder as questões por escrito.

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Já o ex-presidente Lula, também indicado como testemunha de defesa de Eduardo Cunha, deve ser ouvido em São Paulo, na Justiça Federal da cidade de São Bernardo do Campo, dentro de um prazo de 30 dias, e preferivelmente, por meio de videoconferência.

A pedido dos advogados do ex-presidente da Câmara, 15 pessoas serão testemunhas de defesa no caso, entre elas estão Lula e Temer. Ontem, outras seis pessoas foram intimadas por Moro, a primeira audição das testemunhas acontece no próximo dia 22, quando serão interrogados o pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, o lobista Hamylton Padilha e o ex-senador Delcídio do Amaral. As testemunhas contrárias a Eduardo de Cunha, indicadas pelo Ministério Público Federal (MPF), o auditor da Petrobras Rafael de Castro Silva e o ex-gerente da empresa, Eduardo Musa.

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A prisão de Eduardo Cunha ocorreu no dia 19 de outubro, em Brasília, por decreto do juiz federal Sérgio Moro, desde esta data, o ex-deputado permanece na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A cassação de seu mandato havia ocorrido no mês de setembro, e ele responde e primeira instância, a dois processos, o de ganhar propina em contrato de exploração petrolífera no continente africano e, o de utilizar contas na Suíça para lavagem de dinheiro. #Sergio Moro