Há algumas semanas, o governo federal anunciou que, em breve, colocará em votação, no Congresso Nacional, a reforma do ensino médio.

A decisão governamental gerou repúdio da bancada aliada do antigo #Governo da ex-presidente Dilma, bem como de movimentos partidários. Com isso, o próprio Partido dos Trabalhadores lançou os seus ‘dez mandamentos’, em que coloca como uma das regras, apoiar as ocupações de escolas, mostrando-se contrários às mudanças.

O que os movimentos partidários e ocupações falam sobre a proposta?

Movimentos que tomaram as escolas alegam que o governo quer cortar disciplinas, demitir professores, tirar a liberdade dos alunos, parar de investir em #Educação e transformar as escolas públicas em uma espécie de ‘ditadura’.

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O que de fato é a reforma do ensino médio?

A principal proposta da reforma é tornar a educação pública do Brasil, algo de qualidade e equiparada a países de primeiro mundo. Vamos conhecer os principais pontos:

Ensino Integral

O primeiro ponto que pode não agradar muita gente, é que o governo quer aumentar a carga horária anual do ensino médio, passando de 800 horas por ano, para 1.400 horas anuais. Para esse feito, os alunos passarão a estudar em período integral. A carga horária diária será de, no mínimo, 7 horas.

Disciplinas Obrigatórias x Optativas

Dentro desse período integral, os alunos terão disciplinas obrigatórias, como Português, Matemática e Inglês e poderão optar por outras matérias de acordo com a sua preferência.

Dentre as optativas, o aluno poderá escolher matérias que permitam que ele se aprofunde em humanas, linguagens, ciências da natureza ou habilitação técnica especifica, que deve variar de uma unidade escolar para outra, de acordo com a demanda.

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Investimento federal em educação

O governo se compromete em investir para que as escolas sejam adaptadas para esse fim, o que vai gerar um gasto milionário com educação, mas que o governo não vê como um gasto, mas sim como um investimento, já que, quanto mais tempo o aluno ficar na escola, mais vai aprender, estar preparado para o vestibular e ainda fica longe da criminalidade.

A mudança, não afeta os alunos do EJA (Educação para Jovens e Adultos), que ocorre em período noturno em centenas de escolas por todo o Brasil. O ensino médio comum noturno não será afetado.

Aproveitamento de disciplinas

Como poderá se aprofundar em uma área de seu interesse, as matérias poderão ser reaproveitadas na universidade, podendo eliminar disciplinas do curso superior.

Professores não serão demitidos

O que muda é que o governo não será obrigado a fazer concurso público para contratar professores das disciplinas técnicas (ex: informática, enfermagem, eletrônica, etc), podendo contratá-los diretamente, desde que comprovem que possuem a habilidade e formação necessária.

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Os professores de licenciatura, permanecem sendo contratados por meio de concurso, pois lecionarão disciplinas comuns.

Educação Física e Artes deixam de ser obrigatórias e passam a ser optativas, logo, não vão extinguir as quadras e as salas de artes das escolas, pois sempre haverá alunos interessados nas aulas. Por fim, a escola que aderir ao ensino integral (algumas localidades não terão essa condição, devido terem ensino fundamental e médio no mesmo prédio e não ter espaço para turmas integrais), receberão total aporte do governo federal, por 4 anos, tempo suficiente para se organizarem. Essas decisões estruturais serão tomadas pelos governadores e prefeitos.

O que achou da mudança? Deixe um comentário com sua opinião. #Michel Temer