Naquela que parece ser sua maior crise desde que assumiu o governo, #Michel Temer sabe ao menos que terá do lado a alta cúpula do PSDB. Juntos, Fernando Henrique Cardoso e #Aécio Neves preferiram centralizar as críticas no ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, que solicitou uma audiência com o presidente e acabou gravando a conversa.

O caso gerou mal estar no governo e resultou na saída de Geddel Vieira Lima, da coordenação política, que supostamente teria pressionado Calero a liberar um empreendimento em Salvador vinculado à Cultura que continha um apartamento recém-comprado por ele. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro da Cultura disse que foi "enquadrado" por Temer no sentido de "auxiliar" Geddel.

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"Eu não acho adequado e nem compreensível que um ministro entre para uma conversa com o presidente portando um gravador. Não vejo como algo ético", colocou Aécio.

"Me parece uma coisa que não é certa uma pessoa gravar conversa com outra. Tem que ter boa fé (...) Ainda mais se tratando de um ministro com um presidente da República", avaliou #FHC.

A crise, evidentemente, custou o cargo de Geddel, que foi o sétimo ministro a cair do governo Temer. Antes dele, nomes como Romero Jucá, Fabiano Silveira, Fábio Medina Osório, Henrique Eduardo Alves e Marcelo Calero também deixaram seus ministérios.