Nos dias 8 e 9 de novembro, o Conselho de Ética da #Câmara dos Deputados, ouviu testemunhas do polêmico caso envolvendo Jean Wyllys e #Jair Bolsonaro, em abril desse ano. No dia da votação da admissibilidade do impeachment de Dilma, Jean, que votou instantes depois de Jair, cuspiu no deputado do PSC.

Pelo Facebook, Jean se defendeu e disse que agiu em resposta a uma tentativa de agressão de Bolsonaro, alegando que ele teria tentado agarrar o seu braço. Imagens da Record News mostraram a cena por outro ângulo e não só provou que não houve provocação por parte de seu algoz político, como Jean teria premeditado o ato, avisando um colega de que iria cuspir em Bolsonaro.

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Representações foram feitas no Conselho de Ética e o mesmo começou a ser julgado. A Mesa Diretora sugeriu que Jean, em caso de condenação, seja suspenso de seu mandato por seis meses, sem remuneração. Nessa semana, começaram os depoimentos do caso. Jair e Eduardo Bolsonaro foram ouvidos, como partes diretas do processo, uma vez que Jair é a vítima da quebra de decoro de Wyllys.

Glauber Braga e Chico Alencar, ambos do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), mesma sigla de Jean, disseram em defesa de Wyllys que a expressão dita por Bolsonaro no dia da votação, ‘tchau querida’, é homofóbica, em referência ao fato de Jeam ser homossexual. Com isso, afirmam que Jean agiu em defesa ao ver-se ofendido por uma expressão de homofobia expressada pelo parlamentar.

A expressão ‘tchau, querida’, acabou se tornando um jargão do impeachment de Dilma, criado em referência a fala de Lula para Dilma, em uma ligação telefônica grampeada e disponibilizada pela Polícia Federal.

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Sempre que alguém ia votar ou expressar sua vontade em destituir Dilma do poder, usava-se a frase ‘tchau, querida’.

No dia da votação do impeachment em que ocorreu o fato praticado por Jean, não só Jair, mas quase todos os deputados que votaram a favor da abertura do processo contra a ex-presidente, repetiam a frase para os parlamentares que votavam contra o processo e faziam seus discursos.

Jean Wyllys não compareceu no Conselho de Ética para se defender, deixando que outras pessoas o fizessem por ele. O deputado Eduardo Bolsonaro divulgou um vídeo do momento em que conferia uma entrevista para um jornalista da TV Record.

Veja a publicação com o vídeo:

#Jean Wyllys