A ex-presidente da república, #Dilma Rousseff, apesar de ter conseguido se aposentar em tempo recorde e ter direito a algumas poucas regalias, como motorista e segurança, não vive mais o glamour que lhe cercava durante seus seis anos de governo.

Dilma vive em um apartamento pequeno de 70 metros quadrados, em Porto Alegre, onde tem contato com familiares e apesar de ter apoiado alguns aliados em campanha política no primeiro turno, evita ser vista em público. Quanto ao apoio, conferido, inclusive a aliados conhecidos, como Jandira Feghali, foi em vão. Todos os candidatos apoiados pela ex-presidente perderam as eleições. O mesmo aconteceu com os apoiados por seu antecessor, Lula.

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Nessa nova fase de sua vida, Dilma deu uma entrevista para a Folha de S. Paulo, que foi o primeiro meio de comunicação que conversou após o #Impeachment, sem ser um dos sites e blogs que eram mantidos pelo antigo governo. Dilma revelou que gosta de ler livros policiais e que tem planos de um dia escrever uma obra do gênero. Dilma também negou que esteja escrevendo uma biografia, como alguns sites noticiaram. Ela não descarta a possibilidade, mas salienta que prefere deixar isso “para depois”. A paixão de Dilma pela leitura é tão grande que ela questiona: “Será que podem ler na prisão?”.

Por falar em prisão, a ex-líder nacional da esquerda não falou sobre a operação Lava Jato, que investiga vários de seus aliados, denunciou Lula e teve seu nome citado em algumas delações, incluindo a de Delcídio do Amaral, considerada uma das mais polêmicas.

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A ex-presidente também não quis tocar no nome de Lula, que após se tornar réu de três ações, é investigado sob a suspeita de ter uma mansão no Uruguai. Dilma preferiu mostrar apenas sua nova rotina de vida.

Rousseff não quis falar sobre política, tão pouco apresentou qualquer plano para o futuro, mas afirmou que não mudou seu hábito de pedalar pelas manhãs. Ela percorre o bairro gaúcho onde mora todos os dias, ao lado de seus seguranças.

Apesar de ter sido poupada da perda de seus direitos políticos durante a condenação do impeachment, a petista ainda não pode respirar aliviada quando o assunto é o seu futuro. Isso porque o TCU rejeitou as contas da ex-presidente referentes ao ano de 2015 e com isso, os detalhes da rejeição foram entregues para Renan Calheiros, sob a recomendação que os parlamentares votem pela rejeição e se isso acontecer, Dilma ficará inelegível pelos próximos 8 anos. Quem pode salvar Dilma nesse momento é Renan Calheiros, mas se ele deixar o Senado, como é discutido no STF, as contas de 2015 serão pauta de alguma sessão e como a esquerda é minoria no Congresso, as chances da condenação, são muito grandes. #PT