Assim como em todas as eleições de qualquer país, muita gente não fica feliz quando o candidato que apoiou, acaba perdendo o pleito político. Nos Estados Unidos, não foi diferente. Donald Trump venceu na última semana, o que intensificou a polarização política do país.

Embora a eleição tenha ocorrido nos Estados Unidos, pessoas de outros países decidiram ‘discutir’ a política internacional, opinando sobre o quanto Trump é bom e o quanto a adversária e seus seguidores, são maus. A rivalidade que deveria ter acabado após o resultado da eleição ou no mínimo perdido a intensidade, gerou grande revolta.

Grupos contrários a Trump decidiram fazer manifestações nas ruas, pois viram que protestos geram uma certa instabilidade governamental, conforme acontece na Venezuela e aconteceu no Brasil.

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Pela internet, essas mesmas pessoas também reclamam da eleição e de seu resultado.

Entretanto, quem apoia Trump não sai como vítima dessa história. Além de paredes pichadas com demonstrações de xenofobia contra estrangeiros, sobretudo latinos, o ódio demonstrado contra muçulmanos e todos os eleitores de Hillary, é intenso.

Donald comentou, em uma entrevista, que repudia esse tipo de atitude, pois ele precisa que as pessoas se unam e não que haja uma separação e expressão de ódio entre os americanos. Trump ainda mandou um recado para quem está usando a sua eleição para esbanjar seu ódio e preconceito: “Parem com isso. Eu odeio ouvir isso.” O novo presidente dos #EUA considera a atitude dos seus seguidores terrível e pede união entre as pessoas, pois as eleições já acabaram e todos estão no mesmo país.

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Os casos de intolerância têm se tornado tão explícitos que a jornalista brasileira, Fernanda Santos, que trabalha no New York Times, foi hostilizada enquanto falava no telefone celular, no Arizona, Estados Unidos.

Trump salienta que apesar desse tipo de comportamento ser ruim, não são todos os seus apoiadores que pensam da mesma maneira. Donald reitera que quer ser o presidente de todos e não só dos que lhe conferiram o voto na última terça-feira, 9.

O resultado das eleições acabou colocando em discussão o sistema eleitoral americano, que é bem diferente do adotado no Brasil. Aqui, vence aquele que tem mais votos. Nos Estados Unidos, tem duas eleições em uma: os eleitores votam para que se saiba quantos querem aquele político no poder, mas esse resultado não tem utilidade, pois vence quem tem mais votos por colégios eleitorais, que totalizam 500 votos espalhados por todo o país.

Tanto em 2016 quanto em 2000, aconteceu a mesma coisa: o segundo colocado venceu por maioria de votos e o primeiro colocado por colégios, logo, os vencedores foram os que não venceriam no sistema tradicional. Existem discussões entre políticos e cidadãos para que esse sistema seja alterado no futuro, mas nada oficial. #Donald Trump #Eleições EUA 2016