Na noite desta quinta-feira (17), o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, foi transferido do Hospital Municipal Souza Aguiar, para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O momento foi de bastante tumulto, ainda na maca, no momento de ser colocado na ambulância, o político estava bastante alterado e tentou se levantar várias vezes. A polícia teve que contê-lo, algemando-o à maca para que a transferência fosse feita. Muita confusão e gritaria foram vistas no momento, a filha do ex-governador chorava e dizia que o ‘pai não era bandido’.

Ela tentou entrar na ambulância diversas vezes, alegando que o pai tinha direito a um acompanhante na ambulância.

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Garotinho, por sua vez, gesticulava e gritava contra os agentes e profissionais da saúde, presentes na transferência e teve que ser contido.

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O político foi preso na última quarta-feira (16), pela Polícia Federal, com a acusação de usar programas sociais para comprar votos. Após ser detido, ele teria passado mal e foi levado ao hospital no centro da cidade, para realização de exame que investigaria se ele possui ou não algum problema cardíaco. Durante a prisão, ele teria se queixado de dores no peito, taquicardia e foi averiguado aumento da pressão arterial.

Na manhã de quinta, ele chegou a realizar um teste de esforço para constatar algum problema no coração, e, segundo os dados médicos, ele teria se queixado de muita dor no peito no momento do exame. Esses sintomas sugerem angina, que pode ser um sinal de obstrução das coronárias, o que pode levar a um infarto agudo do miocárdio.

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O próximo passo da equipe médica seria a realização do cateterismo, que foi marcado para segunda-feira (21). A Secretaria Municipal de Saúde do Rio chegou a informar que ele ficaria internado até a data de realização do exame, no entanto, o juiz Glaucemir de Oliveira, responsável pela prisão determinou a transferência para Gericinó.

O ex-governador chegou a pedir transferência para o Hospital da Unimed, na Barra da Tijuca, onde já faz tratamento cardíaco, a prefeitura teria autorizado, mas a Polícia Federal negou o pedido. #Política #Governo