O presidente americano #Barack Obama esteve em Lima, no Peru, neste fim de semana para participar de uma reunião entre os países que fazem parte da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec). Essa foi sua última viagem internacional ocupando o cargo, já que em janeiro seu rival republicano Donald #Trump assume como presidente do país.

Mas o que muita gente não sabe é que Obama costuma dedicar cerca de duas horas nas viagens que faz para outros países para conversar com jovens. A Embaixada Americana local é responsável por reunir um grupo de universitários e empreendedores para que o presidente faça um breve discurso e depois passe a responder algumas perguntas escolhidas aleatoriamente entre as centenas de pessoas presentes.

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Este ano, ele já fez isso quando esteve em Buenos Aires.

Em Lima não foi diferente. Lembrando de que a ocasião era especial, já que foi a sua última parada em sua derradeira viagem como presidente dos Estados Unidos, Obama ouviu no domingo, 20, na Universidade Católica de Lima, diversos relatos dos jovens que ali estavam, contando sobre a história de suas famílias que imigraram e o medo que se instaurou após Trump ser eleito.

Ele tentou acalmar seus ouvintes, dizendo que “a história não anda em linha reta, mas em zigue-zaque” e lembrou que os EUA é um país formado por imigrantes, com exceção dos povos nativos americanos. Ele ressaltou que esse é o ponto forte do país e que atrair talentos de toda parte traz coisas positivas.

Defesa da imigração

Para explicar melhor seu ponto de vista, usou como exemplo o desempenho de seu país nas Olimpíadas.

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Obama disse que mesmo que os EUA seja um país grande e com dinheiro para investir nos esportes, a possibilidade de ter biótipos tão diferentes, como o do nadador Michael Phelps e da ginasta Simone Biles, auxilia o país a ter resultados positivos em áreas tão diferentes. “E todos são imigrantes”, lembrou ele, enquanto era bastante aplaudido pela plateia.

O presidente americano também defendeu que o mundo hoje está muito melhor do que em sua juventude, com a diminuição da pobreza extrema, mais jovens nas escolas e a interconexão possibilitada pela tecnologia. Entretanto, admitiu que podemos enfrentar tempos difíceis e que, conforme os anos passam, começa a entender melhor como funciona a cabeça dos mais velhos. “Quando alguém é velho, tem medo das coisas novas”, explicou, lembrando que o importante é se definir por quem você é, e não por sua nacionalidade ou caraterísticas físicas. Para ele, a melhor forma de cuidar dos EUA é garantir que os outros países estejam bem.

Estudantes nos EUA

Entre o público na plateia do evento promovido pelo presidente Obama estavam 100 jovens que ganharam bolsas para estudar nos Estados Unidos. O programa responsável por oferecer essa oportunidade é o “Jovens Líderes das Américas”, que já beneficiou mais de 20 mil alunos latino-americanos e é promovido pelo próprio Barack Obama. #Imigração