Sérgio Cabral foi preso nesta quinta-feira pela Polícia Federal em um desdobramento da operação Lava Jato. Ele é acusado de desviar pelo menos 224 milhões de reais oriundos de propina, que veio de obra pública, inclusive a do Maracanã.

Investigações através de desdobramentos da #Lava Jato revelaram, de acordo com o Ministério Público Federal, que Sérgio Cabral recebeu propina em razão de contrato firmado entre a Petrobras e a construtora Andrade Gutierrez.

O acordo firmado entre as duas partes com facilitação do ex-governador foi o das obras de terraplanagem no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio).

O bastão da propina

Nesta quarta, a polícia havia preso Anthony Garotinho na operação 'Chequinho', que apura fraudes no programa Cheque Cidadão.

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Hoje foi a vez de Sérgio Cabral, quem será amanha?

Sérgio Cabral do (PMDB) foi governador por dois mandatos no #Rio de Janeiro, sendo o mais votado da história no Estado. Renunciou no seu segundo mandato, sendo substituído por Pezão, o atual governador, o que leva a se pensar se o mesmo sabia dos supostos casos de corrupção do seu antecessor.

Rio de Janeiro: ânimos acirrados

Após esta prisão, você passa a entender as razões que colocam o Rio de Janeiro nesta situação caótica. Servidores públicos, policiais, sociedade, estão todos revoltados, afinal de contas, com quem eles irão negociar? Estado quebrado, sem salários, cortes de benefícios... Tudo leva a crer que estas negociações entre estado e funcionalismo tendem a se arrastar ainda por um longo período.

Desdobramentos

Tudo indica que os advogados de Sérgio Cabral irão seguir os mesmos passos dos advogados de Anthony Garotinho, entrando com um pedido de habeas corpus.

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Vale salientar que a Justiça decretou o bloqueio dos bens do ex-governador e sua mulher foi levada sob efeito coercitivo (quando a pessoa é encaminhada para prestar esclarecimentos na sede policial). O MP informa que a Justiça determinou o sequestro e arresto de bens de Sérgio Cabral e outras 41 pessoas jurídicas e 11 pessoas físicas. #SérgioMoro